Francal começa hoje em clima de muita expectativa

Depois de um semestre difícil para o setor calçadista, empresários se mostravam em clima de expectativa ontem, véspera da abertura da Francal, feira na qual apostam todas a

04/07/2006 | Tempo de leitura: 3 min

Feira é a maior vitrine de calçados da América Latina
Feira é a maior vitrine de calçados da América Latina
Mais de 80 industriais do setor coureiro-calçadista de Franca partem nesta terça-feira, 4, para uma dura batalha. Reunidos no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, vão tentar reverter os prejuízos amargados nos primeiros cinco meses deste ano. Eles participam da maior feira de calçados da América Latina - a Francal (Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes). O evento deve atrair 60 mil profissionais do ramo, a grande maioria compradores. A disputa por esses clientes promete ser acirrada. Além dos francanos, mais 900 empresas de todo o País têm presença garantida na feira, o maior número de expositores dos 38 anos de realização da Francal. Tanto interesse tem explicação. A feira funciona como uma vitrine, na qual os empresários têm a oportunidade de, em quatro dias, apresentar seu produto a milhares de clientes do Brasil e de outros países. “Participar de um evento como este é uma chance única, que não podemos nos dar ao luxo de perder, ainda mais na atual conjuntura do mercado”, disse o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), Jorge Felix Donadelli. Segundo cálculos preliminares do próprio sindicato, só com as exportações, as perdas dos fabricantes francanos provocadas pelas quedas do dólar já chegam a mais de US$ 6,7 milhões, se comparadas as vendas de janeiro a maio deste ano (US$ 57,8 milhões) com as do mesmo período do ano passado (US$ 64,6 milhões). Enquanto em 2005 os calçadistas exportaram 3,6 milhões de pares de sapato, neste ano, os embarques com destino ao mercado internacional ainda não atingiram a marca dos três milhões de pares. “Nossa expectativa é conseguir o mesmo feito da edição passada, quando também enfrentávamos um período difícil, com redução nas vendas, e a feira ajudou o setor a se recuperar. Se repetirmos os resultados, sairemos satisfeitos”, disse o presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Elcio Jacometti. Para conquistar os compradores, as indústrias francanas investiram no aprimoramento da qualidade de seus produtos, uma fórmula que vem sendo aplicada deste a crise de 1994, quando o setor entrou em colapso, e prometem muitas novidades em textura e modelagem. “Aprendemos que a única forma de emplacarmos nosso produto é melhorando o design e o acabamento, ganhando valor agregado. Vendemos menos, mas a um preço melhor. Para esta edição, estamos levando mais de 250 novos modelos de calçados, que estão guardados a sete chaves”, disse Fernando de Oliveira, gerente de Marketing da Calçados Sândalo. A expectativa da empresa é receber 600 compradores por dia. “Queremos chegar na sexta-feira, último dia da Francal, com a produção de pelo menos um mês vendida”, disse. Participando há 12 anos da feira, o empresário Mário Spaniol, dono da Carmen Steffens, também vê grandes perspectivas na Francal 2006. “Vou levar 300 modelos de calçados femininos e 140 de bolsas. Investimos pesado nesta coleção e temos certeza de que o retorno virá. A feira nunca decepcionou, não acho que isso ocorrerá agora”, disse. A Francal começa hoje, 4, e vai até sexta. São mil expositores em estandes distribuídos por 46 mil metros quadrados do Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. Voltada para o lançamento das coleções Primavera/Verão, são esperados mais de 60 mil visitantes.

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