Pouco mais de um mês após ter “respirado” com o recambiamento de 53 presos da Cadeia Pública de Batatais, a população carcerária do Jardim Guanabara volta a crescer. Vinte presos foram transferidos ontem da Cadeia Pública de Miguelópolis para Franca.
O motivo do “bonde”, como é chamada a transferência na gíria dos presos, foi uma reforma programada para Miguelópolis, que deve começar ainda nesta semana, mas não tem data para acabar. Na Cadeia Pública do Jardim Guanabara, a rotina muda. A população carcerária local salta dos 422 presos para 440. Não há previsão para o fim da reforma nem de recambiamento dos presos.
De acordo com o delegado titular da cadeia do pequeno município de Miguelópolis, Paulo de Castro Cervantes, com espaço para abrigar 12 detentos, a cadeia não oferece segurança tampouco acomodações dignas aos reeducandos. “O prédio é muito antigo e carece de reforma em toda a sua estrutura”, disse o delegado Paulo de Castro.
Durante a reforma, serão redefinidas a parte elétrica, com a troca das fiações e separação dos relógios do setor administrativo com a carceragem, para evitar quedas de energia, freqüentes no local; a rede de água e esgoto, com a troca dos encanamentos; e também o telhado de todo o prédio. “Durante as chuvas, todo o prédio apresenta goteiras e documentos, por exemplo, podem ser perdidos, como já ocorreu”, disse o delegado.
O valor da reforma não foi informado por Paulo de Castro. Ele também não soube precisar o tempo necessário para entregar o prédio e receber os presos de volta. “Tudo dependerá da disponibilidade da mão-de-obra, que está a cargo da prefeitura. Esperamos que não demore muito, pois sabemos que a cadeia do Guanabara está superlotada”, disse.
A última reforma realizada em uma cadeia na região foi a de Batatais. À época, o local ficou interditado para as obras por um ano e cinco meses. Enquanto isso, 53 presos do município ficaram alojados em Franca. “Esperamos não demorar tanto”, disse Paulo de Castro.
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