Polícia bate recorde de apreensão de drogas


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Policial segura tijolo de maconha apreendido em chácara no Jardim Zelinda, na última sexta-feira. Nos seis primeiros meses deste ano foram apreendidos 95 quilos de maconha em Franca
Policial segura tijolo de maconha apreendido em chácara no Jardim Zelinda, na última sexta-feira. Nos seis primeiros meses deste ano foram apreendidos 95 quilos de maconha em Franca
A polícia de Franca intensificou o combate ao tráfico de drogas e tem conseguido expressivos resultados. Nos primeiros seis meses de 2006, já foram apreendidos 95 quilos de maconha na cidade. A quantidade quase se iguala ao desempenho obtido em todo o ano passado, quando foram recolhidos 103 quilos do entorpecente. Os números se referem a apreensões feitas por policiais civis e militares. Denúncias anônimas, mais homens nas ruas e um complexo serviço de inteligência são as explicações para a melhoria do desempenho. O reflexo deste trabalho conjunto também é verificado quando o assunto é relacionado a prisões. Atualmente, 40% dos 418 detentos da cadeia do Jardim Guanabara foram recolhidos pelo crime de tráfico de drogas. Desde o início do ano, a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) tem fechado o cerco contra os traficantes. Um criterioso trabalho de apuração do crime, que vai desde escutas telefônicas, triagem de suspeitos e checagem de todas as denúncias recebidas, tem levado os policiais a efetuarem sucessivas prisões e apreensões. A mais relevante delas aconteceu no dia 17 de junho, um sábado, quando a Dise prendeu cinco integrantes de uma quadrilha e recolheu 50 quilos de maconha. Foi a maior apreensão de drogas ocorrida na cidade nos últimos dez anos. Em abril, a equipe do delegado Pedro Luiz Dallaqua já havia desmantelado um bando que comandava o tráfico na região do Parque Vicente Leporace. Na quarta-feira, 28, os policiais estouraram uma casa, em Ribeirão Preto, que funcionava como escritório contábil de criminosos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). “Temos obtido êxito, mas não queremos nos enganar. Muito ainda precisa ser feito, pois a cidade tem os três tipos de tráfico: local, regional e internacional (aquele em que pessoas são recrutadas para levar drogas ao exterior)”, disse Dallaqua. Delegado-titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior convive de perto com o crime. Para ele, as drogas têm relação direta com os crimes contra a vida e o patrimônio. “Podemos dizer com segurança que a maior parte dos autores de ocorrências graves registradas na cidade agiu sob efeito de entorpecentes.”

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