A grandiosidade da Francal, que começará na terça-feira, é impressionante. Sob todos os aspectos. A começar pela área da feira, que neste ano chegará aos 46 mil metros quadrados. O número de expositores é outra atração à parte: serão mais de mil. Eles terão a incumbência de atender um verdadeiro exército de 60 mil visitantes, entre profissionais do setor, compradores nacionais e internacionais. Embora não haja números precisos, a expectativa é que milhões de reais sejam movimentados nos quatro dias da feira.
O presidente da Francal Feira e Empreendimento, Abdalla Jamil Abdalla, disse que a ampliação do espaço físico foi necessária devido ao crescimento registrado ano após ano. “O sucesso que a feira consegue, felizmente, a cada edição, obrigou-nos a executar a ampliação do espaço físico para melhor acomodar expositores, compradores e visitantes”, disse.
A quantidade de expositores é explicada por Abdalla com naturalidade. Para ele, o mercado calçadista pode se dividir entre antes e depois da feira. “A Francal é um divisor de águas. É determinante nas tendências da temporada primavera/verão. Não só os calçadistas, mas todos os expositores, norteiam grande parte de suas produções pelo que é apresentado na feira”, disse Abdalla.
Sobre as cifras, Abdalla não entrar em detalhes. Concordou que a movimentação é grande, mas disse que não há uma previsão oficial. “O grande lucro dos fabricantes não é durante a feira, mas depois dela, quando os produtos expostos nos quatro dias chegam às prateleira, ao consumidor final”, disse.
TORRE DE BABEL
Uma torre de babel. Assim costuma ser o dia a dia nos corredores do Pavilhão do Anhembi durante a realização da Francal. São norte-americanos, franceses, italianos, canadenses, enfim, gente de todo o mundo.
A organização da Francal espera a presença de pelo menos três mil estrangeiros nos quatro dias de evento. Mesmo com o dólar em baixa e a constante reclamação dos empresários para valorizar o câmbio, para o presidente da Abicalçados, Élcio Jacometti, “a exportação é um ótimo caminho para o fabricante de calçado”. “E o sapato francano tem uma aceitação acima da média fora do País. Além do que, tanto os pequenos como os grandes têm espaço para exportar”, disse.
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