Um marco no centro da cidade, a casa que pertenceu ao pintor italiano radicado em Franca, Bonaventura Cariolato, será, finalmente, reaberta ao público. Segundo o neto do pintor, Cássio Paschoal Toscano, a prefeitura alugou o imóvel (localizado na rua Campos Sales, próximo à escola Coronel Francisco Martins) e pretende levar para o local o MIS (Museu da Imagem e do Som) e a Pinacoteca. Atualmente, as duas instituições funcionam, respectivamente, no prédio da antiga Francal e no saguão do Teatro Municipal.
O responsável pela Feac (Fundação do Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio, foi procurado durante todo o dia de ontem para confirmar a informação, mas não foi encontrado e nem retornou às ligações. Mas, todos indícios apontam para a veracidade da informação. Ontem, funcionários do Teatro Municipal afirmaram que o responsável pela Pinacoteca, Wagner Voss, estava na casa de Cariolato. E uma atendente da Feac disse que o MIS mudará em breve para uma casa no centro da cidade.
Para Franca, a notícia é ótima. Afinal, há anos essas instituições funcionam de maneira provisória, o que não permite a valorização de seus acervos e restringe o acesso do público ao patrimônio artístico e cultural da cidade. Somente na Pinacoteca, são mais de 200 obras de arte de artistas locais e também de outros municípios. No MIS, são centenas de fotografias. Na nova casa, esses acervos terão espaço de sobra para exposição. Afinal, são mais de 400 metros quadrados de área construída e quase 800 de terreno.
A iniciativa da prefeitura põe fim a uma luta da família de Cariolato de manter o imóvel como um marco cultural da cidade. Durante mais de quatro anos, a casa foi usada como uma espécie de Centro Cultural. Lá, eram realizadas exposições de artistas locais, oferecidos cursos de artes e mantido intacto o ateliê que pertenceu a Cariolato, inclusive com um quadro inacabado. Mas, em janeiro deste ano, a casa teve que fechar as portas por falta de patrocínio. A Faculdade de Direito de Franca e o Uni-Facef eram as instituições mantenedoras da chamada “Casa Cariolato”, mas acabaram desistindo do patrocínio e o local teve que ser desativado.
Para o neto do pintor, é muito importante que a prefeitura tenha tomado essa iniciativa. “Aquela é uma casa que deve ser usada para fins culturais. E nós, da família, queremos que ela fique para cidade”. Caso a prefeitura não alugasse o imóvel, ele provavelmente seria vendido.
Ainda segundo Cássio, a prefeitura se comprometeu a manter o ateliê de Cariolato montado, com seus objetos pessoais, um quadro inacabado e vários testes que o artista fez para suas obras.
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