Delegado diz que agiu dentro da lei


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O delegado Wágner Antônio Rodrigues, que responde por Ibiraci e Claraval, afirmou ontem que agiu dentro da lei no caso de CCS. O policial disse que as acusações da menor e da mãe, Ruth Maria da Silva, 34, de que procurá-la “não vira nada”, são infundadas. “Acho que alguém colocou alguma coisa na cabeça dela. Estamos com o inquérito instaurado. Aguardo agora o resultado do corpo de delito”, disse, sem precisar quando o laudo do exame, que foi feito em São Sebastião do Paraíso, estará em seu poder. “Não sei. Isso dependerá de nosso médico-legista”. Apesar de dizer que instaurou dois inquéritos, um por estupro e outro por ameaça de morte, o delegado Rodrigues disse que ouviu o acusado apenas pelo segundo, proporcionalmente menos grave que a denúncia violência sexual de um pai contra uma filha menor. “Ele esteve aqui por umas ameaças feitas à menina, a outro menino e à própria ex-esposa dele”. Questionado sobre a possibilidade de ter pedido a prisão preventiva de ARS, o delegado se irritou e disse que só poderia fazê-lo em caso de flagrante. “O que ela (a mãe da vítima) quer é que eu prenda ele. Não posso prendê-lo se não está em fragante (sic). Isso que ela quer. Isso é que é o fato. Se ele comete um crime e sai fora do fragante (sic) como é que vou prender. E se não constatar que ela foi estrupada (sic)?” Sobre o atual paradeiro do acusado, que, segundo Ruth Silva está foragido, Rodrigues demonstrou total desconhecimento. “Isso eu não sei, porque ele deu endereço de Franca”. Informações prestadas por familiares da vítima, porém, dão conta que ele mora na casa de um amigo, em Claraval, e não foi mais visto após o ataque à filha CCS, na quinta-feira à noite.

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