Comandante da operação de ontem, o delegado Wanir José da Silveira Júnior disse que a quantidade de drogas apreendida não é o mais importante. Para ele, o fundamental foi tirar de circulação dois traficantes, José Donizete dos Reis e Edgar Ferreira Fontelas, que comandavam a venda de drogas na zona oeste. “O grande mérito foi prendê-los. Pelos indícios encontrados nas chácaras, eles movimentavam grande quantidade de entorpecentes. Acreditamos que distribuíam mais de 200 quilos de maconha por mês na cidade”.
Segundo o apurado pela polícia, a droga chegava a Franca vinda de Ribeirão Preto e era levada diretamente para as duas chácaras. Sem levantar suspeitas, era dividida em porções menores e vendida a pequenos traficantes. Por serem locais afastados, os criminosos acreditavam que jamais seriam descobertos. “Fizemos um criterioso trabalho de levantamento. Nossos policiais estiveram duas ou três vezes nos locais para uma checagem geral antes de decidirmos entrar. A dificuldade de se chegar até as chácaras é grande. Se fosse pelo acaso, nunca as acharíamos”.
O delegado Wanir destacou a importância do trabalho conjunto entre os agentes da DIG e da Dise para o êxito da ação. Ao todo, mais de 30 policiais, sendo três delegados, participaram da operação. Além de Wanir, Eduardo Lopes Bonfim e Pedro Luiz Dallaqua acompanharam os trabalhos.
As investigações não acabam com a prisão de Edgar e José. Os policiais continuam trabalhando para tentar identificar e prender os demais integrantes da quadrilha. “Temos informações de que possuem armas e que promoveriam ataques na cidade. É possível que estejam ligadas ao PCC”.
O caderno de anotações encontrado na casa de José Donizete será uma importante arma para ajudar a polícia a chegar aos compradores da droga. Os nomes constantes na relação serão checados e monitorados de perto. “Novas prisões podem ser feitas a qualquer momento”, disse Wanir.
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