Um estupro, normalmente, deixa seqüelas muitas vezes irreparáveis na vítima. No caso de CCS, que sofreu abusos do pai biológico durante seis anos, os efeitos, certamente, são ainda maiores. Visivelmente abalada e nervosa, a adolescente conversou com a reportagem e contou como aconteciam os ataques do pintor ARS.
Comércio - Como aconteceu este último ataque, na quinta-feira?
CCS - Ele (o pai) me pegou à traição e me segurou. Disse que me daria uma facada se eu não fizesse (sexo) com ele. Aí, acertou-me a faca e eu tive de fazer, senão, ele disse que ia matar minha mãe e meu irmão.
Comércio - Em que horário foi o ataque?
CCS - Às nove horas da noite.
Comércio - Ele a atacava dentro de sua casa ou acontecia em outros locais?
CCS - Só na rua, quando me encontrava, punha-me dentro do Fusca dele e me levava para uma horta. Ele nunca viveu dentro de nossa casa.
Comércio - Sua mãe sabia que ele abusava de você?
CCS - Não. É que um dia eu senti uma dor na barriga, achei que estivesse grávida e contei.
Comércio - E que medidas ela tomou?
CCS - Fomos no Conselho Tutelar, fizemos Boletim de Ocorrência, fui no Fórum e até hoje não virou nada.
Comércio - E na delegacia?
CCS - O delegado disse que tem que pegar no flagrante e fazer o exame na hora.
Comércio - E ele, sendo seu pai, não demonstrou qualquer tipo de sentimento, como culpa ou arrependimento?
CCS - Não. Ele pegou, tirou minha roupa e fez o serviço dele.
Comércio - Quando começaram os abusos? Aconteceu muitas vezes?
CCS - Várias vezes, desde os dez anos de idade.
Comércio - Como se sente?
CCS - Estou muito abalada por meu pai fazer isso.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.