O pintor de quadros ARS, morador de Claraval, foi acusado de estuprar a própria filha de 16 anos. A vítima disse que os abusos aconteciam desde 2000, quando tinha apenas dez anos. Apesar da continuidade do crime, somente no início do mês passado CCS contou para a mãe, que procurou a polícia. ARS foi ouvido, porém, continuou em liberdade. Na quinta-feira, enfurecido com a denúncia, além de estuprar CCS novamente, o pintor a teria esfaqueado.
CCS só resolveu contar sobre os ataques para a mãe há três semanas. Antes, temia que o pai cumprisse as ameaças e matasse seus familiares. A menor disse ter procurado, em companhia da mãe, o delegado de Ibiraci, que responde também por Claraval, Wágner Antônio Rodrigues, e denunciado o pintor por estupro e ameaça. O policial disse ter instaurado inquérito e ouvido o acusado, mas o pintor continuou solto (leia mais nesta página).
Segundo CCS, o pai não morava com a família e nem a visitava na casa da mãe. Os abusos aconteciam quando eles se encontravam casualmente pelas ruas de Claraval. Na quinta-feira, a violência utilizada foi tamanha que ARS a abordou em público, sem se importar com testemunhas. CCS teria pedido socorro a uma vizinha que presenciou o ataque, mas não teve tempo de ajudá-la.
“Ele me pegou à traição e me segurou. Disse que me daria uma facada se eu não fizesse (sexo) com ele. Aí, acertou-me a faca na perna e eu tive de fazer, senão ele ia matar minha mãe e meu irmão”, disse a adolescente.
A mãe da menor, a costureira de calçados Ruth Maria da Silva, trouxe CCS para Franca, onde a filha foi atendida no PS “Dr. Janjão”. De lá, rumaram para o Plantão Policial, onde registraram queixa.
“Procurei a polícia de Franca porque na de Ibiraci não virou nada. Tanto que ele continua solto e agora sumiu. Ninguém sabe para onde foi. Só quero justiça, pois um homem como ele tem de ficar para sempre na cadeia”, disse Ruth Silva.
A mulher disse ter medo, pois, ontem, após passar por exame de corpo delito no IML (Instituto Médico Legal) em Franca, a adolescente deveria voltar a Claraval. Apesar de ter registrado o Boletim de Ocorrência, a polícia francana deverá encaminhar o caso para Ibiraci, por não ter circunscrição para investigá-lo. “Fico apavorada, pois ele pode aparecer aqui a qualquer momento. Enquanto ele não for preso, não durmo sossegada”.
Colaborou Marcos Silva
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