Obra gera polêmica entre moradores


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Depois de 9 anos, começaram as melhorias no conjunto habitacional, mas mesmo assim os moradores reclamam
Depois de 9 anos, começaram as melhorias no conjunto habitacional, mas mesmo assim os moradores reclamam
Nem bem começaram e as obras de revitalização no conjunto habitacional do City Petrópolis já geram polêmica entre os moradores. Nesta semana, funcionários da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) começaram a demolir garagens construídas irregularmente e mutuários de um dos blocos protestaram. A dona de casa Josefina Rodrigues Pereira disse que moradores não vão deixar a obra prosseguir. Ao lado de outros 31 mutuários, ela disse que não seria justo perder o que pagaram para fazer o alambrado em volta do prédio e as garagens. O bloco tem onze garagens e 32 apartamentos. Há sete anos os mutuários se reuniram e arcaram com as melhorias. Moradores dizem que tiveram o aval da administração municipal da época, cujo prefeito era o petista Gilmar Dominici, e que não fizeram nenhuma obra aleatória. “Quando comprei o imóvel, paguei mais caro porque tinha garagem e alambrado”, reclama a sapateira Vânia Regina Alves. Vanderlei Martins Tristão, presidente da Prohab de Franca, disse que as obras foram melhorias conquistadas junto à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e que a Emdef, por ser a empresa responsável pelo asfalto, apenas executa as obras (leia no texto ao lado). O conjunto habitacional do City Petrópolis tem nove anos de existência, mas só agora o asfalto chegou ao local. Ao todo, serão beneficiadas 587 famílias. Mas nem todas reclamam. Laércio Batista, síndico de um dos prédios, disse que no começo achou ruim a demolição de sua garagem, mas depois se conformou. “Quando tudo foi construído, nós sabíamos que um dia teríamos que desmanchar”, disse. O problema para os 32 moradores que cercaram o prédio com alambrado é o retorno do que pagaram. Maria Pandolfi disse que quando os apartamentos foram cercados, moradores gastaram R$ 400 cada com o alambrado. “Na garagem, meu filho gastou mais de mil reais”, reclama. Radicalmente contra a demolição das garagens, Josefina Pereira disse que seu carro e sua moto não sairão do lugar. “Quero ver alguém demolir com carros na garagem. Outros moradores criaram essa situação, agora querem que nós paguemos pelo preço?”, disse Josefina.

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