Francal começa com otimismo do setor


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Imagem da Francal 2005. A Feira deste ano, que começará na próxima terça-feira, espera atrair cerca de 60 mil visitantes, considerados potenciais consumidores
Imagem da Francal 2005. A Feira deste ano, que começará na próxima terça-feira, espera atrair cerca de 60 mil visitantes, considerados potenciais consumidores
“Ninguém vai para uma guerra para perder.” É sob este ponto de vista otimista que muitos empresários do setor coureiro-calçadista partem para a Francal 2006 - 38ª Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes, que começa terça-feira, dia 4 de julho. Mesmo que o cenário não esteja favorável, a feira, maior evento para a temporada Primavera-Verão da América Latina, representa a aposta do setor para boas vendas no segundo semestre. Seus 60 mil visitantes, segundo expectativa da organização, são potenciais compradores que poderão afastar de vez o fantasma da crise. Após um ano de poucas vendas, dólar em desvalorização frente ao real e concorrência acirrada e predatória da China no mercado nacional de calçados, o empresário francano quer reverter a situação. Só nos primeiros cinco meses deste ano, o setor amarga uma queda de US$ 6,7 milhões nas exportações em relação ao mesmo período de 2005. Foram US$ 57,8 milhões em 2006, contra US$ 64,6 milhões no ano passado. Para tentar reverter o cenário e alavancar as vendas, os empresários levam para a Francal criações inéditas na bagagem, com as quais apostam conquistar o mercado. “Investimos em criação e design nos últimos anos para conquistar um espaço importante no mercado, e conseguimos. A feira, agora, é nossa aposta de tornar possível o segundo semestre, com boas vendas e contatos futuros”, disse André Rodrigues, gerente de marketing da Calçados Yukon. Para chegar à feira capaz de disputar os “olhos” dos compradores com os cerca de mil expositores, o empresário já se preparou. Muitos se ocuparam nas duas últimas semanas com reuniões entre a diretoria e convenções com representantes. “Precisamos chegar ao evento afinados, sem dúvidas sobre nossos novos produtos”, disse Paulo Roberto Nunes Coelho, diretor da Calçados Mariner. Para Paulo, o primeiro semestre de 2006 não foi bom para o setor e o segundo deve representar uma retomada nos negócios. “Estamos otimistas e esperançosos de que possamos vender bem e gerar novos empregos”, disse. Para o diretor da Rafarillo, Valter Cintra, o tom também é de otimismo para a abertura da feira. “Tivemos um ano bom para a empresa, mas sabemos que o céu não é de brigadeiro para o setor. Temos boas esperanças para a Francal”.

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