Policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca descobriram uma residência, em Ribeirão Preto, que funcionava como escritório contábil clandestino de traficantes ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital). No local, foi apreendido vasto material relacionado ao tráfico, produtos usados para batizar drogas, extratos bancários e R$ 11,5 mil provenientes da venda de entorpecentes.
O escritório controlava a movimentação financeira de uma quadrilha formada por pelo menos dez criminosos, responsável por abastecer Franca com drogas vindas de Ribeirão Preto. O bando tem como braço direito no Parque Vicente Leporace o traficante Givanildo Pereira Dias, 26, o “Scop”. Ele é um dos criminosos mais procurados pela polícia local.
Após monitorar de perto os passos da quadrilha por meio de escutas telefônicas, os agentes da Dise descobriram que o controle de caixa dos traficantes era feito no interior de uma residência da Vila Virgínia. Na tarde de quarta-feira, munidos de um mandado de busca expedido pela Justiça, entraram no local e encontraram farto material usado para a venda de drogas
Foram apreendidos seis celulares e um telefone fixo, que permitiam a comunicação entre integrantes do bando e detentos; e sulfatos de sódio e de magnésio, além de tubos de ensaio. “Os produtos são usados para batizar (aumentar em quantidade) drogas e fabricar crack”, disse o investigador Gustavo Simei Garcia.
O que mais chamou a atenção foram dezenas de extratos bancários de três contas diferentes, que mostram a intensa movimentação financeira dos traficantes. Em cada uma das contas, havia pelo menos R$ 10 mil de saldo. Na casa, também foram apreendidos R$ 11,5 mil em dinheiro vivo.O montante havia sido arrecadado com a venda de drogas.
De acordo com a polícia, a responsável pelo caixa seria Janaína Fabri, mulher de um traficante preso em Casa Branca (SP). Ela não estava na casa no momento em que a polícia efetuou a busca.
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