Amor, ódio. Paixão, aversão. A relação do presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), com as máquinas fotográficas alterna altos e baixos. Ora Mambrini se esquiva dos flashes, ora demonstra vontade de ser clicado: “Bate um retrato!”. Essa variação na recepção do foco tem explicação: ele quer mesmo é aparecer bem na foto.
Durante as sessões, Marcelo Mambrini é o que mais se preocupa com os clicks. Ainda que alguns tenham mudado sua postura e agora passem até a dar as costas para as lentes do Comércio, é o presidente da Câmara o mais atento à movimentação dos fotógrafos. Se fala ao telefone, coloca a mão na frente da boca. Se boceja, esconde o rosto. “Já publicaram foto minha roendo unha, coçando o rosto, de tudo que é jeito. Foram os próprios fotógrafos que me educaram a me policiar. E sou bom aluno”, vangloria-se.
A aplicação usada para evitar flagrantes dá lugar a sorrisos de felicidade quando é hora de registrar visitas. A cada uma das muitas homenagens promovidas freqüentemente pelo presidente da Câmara, é hora de abraçar a todos e pedir a quem quer que possua uma máquina.
Membros da imprensa, assessores parlamentares, colegas com celulares. Todos são conclamados a eternizar o sorriso estampado no rosto de Mambrini, no mais perfeito “xis”.
“No futuro, você pode mostrar a familiares e amigos que você participou de coisas boas. Foi um costume que adquiri com o tempo, o de gostar de fotografia” diz Mambrini, que, com a força do hábito e as inúmeras homenagens propostas durante sua gestão, vai preenchendo, página a página, seu álbum.
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