Candidatos evitam ‘dobradas’ fechadas para ter mais votos

Mesmo em meio ao processo de definição de candidatos a deputado, os postulantes a uma vaga na Câmara Federal ou à Assembléia Legislativa Estadual têm uma certez

30/06/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Gilmar Dominici quer eleitores de quaisquer perfis: “Não desfaço de votos. Todos eles me interessam”
Gilmar Dominici quer eleitores de quaisquer perfis: “Não desfaço de votos. Todos eles me interessam”
Mesmo em meio ao processo de definição de candidatos a deputado, os postulantes a uma vaga na Câmara Federal ou à Assembléia Legislativa Estadual têm uma certeza: sejam quais forem as decisões de cada legenda, para obter sucesso nas eleições de outubro, será necessário atrair eleitores de todos os segmentos. Para isso, cada candidato brigará palmo a palmo por cada um dos votos, independentemente de partido ou orientação política. E as chamadas “dobradinhas brancas” (não fechadas oficialmente) ficarão a cargo somente dos eleitores. O ex-prefeito Gilmar Dominici (PT) é um dos que pretendem suplantar os limites da legenda. O candidato a deputado federal tem a companhia do colega de partido Paulo Afonso Ribeiro, que tentará uma cadeira na Assembléia Legislativa Estadual. Ainda que a parceira entre os dois já esteja acertada em Franca, Dominici sabe que, mesmo na cidade, não poderá trabalhar exclusivamente com Paulo Afonso se quiser ser dono de um assento em Brasília. “Teremos uma equipe que vai divulgar nossos nomes em conjunto sim, mas a minha campanha não será feita só dessa forma. Haverá o trabalho ‘solo’”. O ex-prefeito acredita que o fato de pedir votos apenas em conjunto com o companheiro de partido pode evitar que eleitores simpáticos a candidatos de outras siglas votem nele. “É claro que existe uma questão de coerência partidária, mas eu não desfaço de votos. Todos eles me interessam. Por isso, pedir votos de maneira fechada com quem quer que seja poderia causar uma espécie de constrangimento ao eleitor que quer votar em mim e em outro candidato, por exemplo”, disse Dominici. Adversário do petista na disputa para alcançar uma vaga na Câmara, o médico Marco Aurélio Ubiali (PSB) concorda com a filosofia de Gilmar Dominici. Ubiali acha que uma “coligação suprapartidária será necessária para que a cidade eleja um deputado federal”. “A gente quer o maior número de apoios possível. Os votos podem vir de qualquer eleitor que serão bem recebidos”. Ubiali soube ontem que não terá a companhia do vereador Joaquim Ribeiro como companheiro de chapa pelo PSB. O partido deve confirmar hoje, em sua convenção estadual, que não lançara candidatos a deputado estadual. Mas, mesmo assim, Ubiali deixa claro o seu posicionamento quanto às “dobradinhas”. “Independentemente da candidatura de companheiros de partido e do trabalho conjunto, outros apoios sempre são necessários”, disse ele. A tática de atrair votos de todos é ainda mais “radical” no campanha de Gilson de Souza. O pefelista busca a reeleição para deputado estadual e não fez nenhum tipo de compromisso com qualquer candidato. A condição “livre” tem explicação. “Sempre fui bem votado em todos os segmentos. E, mais uma vez, deixarei o eleitor livre para escolher seus candidatos”. Gilson chega até mesmo a exemplificar: “Conheço pessoas que gostam do PT, votam no PT e também gostam de mim e votam em mim”, diz. Assim como Ubiali, Gilson acredita que, acima dos interesses partidários, estão os da cidade. “Na prática, posso dobrar com qualquer candidato da cidade. O eleitor é quem vai escolher”, disse.

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