Eu tô maluco! (por futebol)


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Quando se fala em futebol, acredito que não exista alguém mais radical para tratar do assunto. E ao falar isso, remeto às condições de fundamentalistas islâmicos para tal, pois procuro acompanhar tudo quanto é jogo, sem discriminação de camisas, países. Chego ao cúmulo de ver jogos de rivais. Vejo de tudo, desde um clássico regional tipo Guaratinguetá e XV de Caraguá (no melhor estilo pelada casados x solteiros), até um vistoso e elegante Arsenal e Barcelona, pela TV. Lógico que prefiro o calor da arquibancada. Quem se daria ao luxo de sair de casa em um domingo chuvoso para assistir a uma partida de futebol da Segunda Divisão do Futebol Paulista (que na verdade pode ser considerada uma quarta divisão, pois a Série A, onde atuam os grandes clubes, tem três divisões). Eu me considero um maluco por futebol, até porque em dia de jogos, vou ao estádio da Vila Belmiro (algumas vezes a trabalho, diga-se de passagem), mas sempre com prazer de ver o glorioso Santos Futebol Clube jogar. Quando se é fanático por futebol, você muitas vezes acaba fazendo coisas que soam, no mínimo, curiosas, ou engraçadas para outras pessoas. Para se ter uma idéia, perdi parte da formatura de meu único irmão em dia de jogo na Vila Belmiro. Várias vezes levo broncas de minha mulher, por deixar o sagrado lar aos domingos e me dirigir, como um robô, para o estádio, isso com horas de antecedência em relação ao início da partida. Certa vez, até tentei levá-la para assistir, comigo, uma partida no campo eternizado por Pelé, Pepe e companhia, mas parece que os deuses não conspiraram a meu favor. Uma chuva, fina e intensa, nos acompanhou por todo o primeiro tempo, e olha que o jogo era de Libertadores da América (por sina do destino, o Peixe acabou desclassificado). Deixamos o estádio, mas terminei de ver a partida diante do ao aparelho de TV. Aos poucos a convenci, e ela foi alegremente a meu lado, ver Portuguesa Santista e Marília, no último Paulistão, e com direito a entrevista ao vivo na rádio de Marília. Como estou há poucas semanas em Franca, ainda não pude acompanhar, in loco, a Veterana em campo (algo que só farei em 2007, já me avisaram uns amigos do jornal), mas isso não importa. O que vale é ir para a arquibancada e vibrar, com muita emoção e baixíssimo teor de razão, para o time amado. Maurício Eirós editor assistente de Local

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