Sou fanático por futebol e dificilmente perco um jogo, por pior que pareça ser. Se tem uma bola rolando, seja na várzea, no Campeonato Paulista, no Brasileirão e até na Francana, estou sempre por perto. Imagine uma Copa do Mundo, então. Tenho algumas lembranças da Copa de 1978, quando tinha apenas 6 de idade. Quis o destino que me tornasse repórter. Nessa função, não tem como enforcar o trabalho ou reduzir o expediente. O negócio é se virar e dar um jeito para poder ver os jogos.
Tenho acompanhado as partidas do Brasil no jornal (além de torcer pela seleção, torço na mesma intensidade para que não aconteça alguma ocorrência policial grave na hora, senão, já era). Para poder ficar os 90 minutos diante da TV sem que o trabalho sofra prejuízos, procuro chegar mais cedo ao serviço para adiantar as matérias. A companhia dos colegas de redação tem dado sorte, embora seja muito difícil dar ouvidos aos comentários (para nós, homens, impertinentes) das mulheres: “nossa, como o Kaka é bonito”, ou, então, “como as coxas do Roberto Carlos são grossas”.
Tirando esses detalhes, tudo bem. Felizmente, está sendo possível conciliar a paixão pelo esporte e pelo trabalho, embora o telefone celular e o Nextel tenham que ficar a postos, nas mãos, na hora dos jogos para ser possível checar como anda o setor policial na cidade.
Eu queria mesmo era estar lá na Alemanha, acompanhando a Copa para o jornal, mas o Júnior disse que terei que esperar até 2010 na África do Sul. Não posso reclamar, na Copa passada tive que cobrir a movimentação da torcida na hora dos jogos e perdi boa parte das partidas (culpa do Sérgio, que escalou). A final contra a Alemanha, pude assistir em casa. Eu e um cunhado enchemos a cara e não me lembro direito do jogo. Na final deste ano, o churrasco só terá água mineral.
Meu desafio é conseguir sair antes das 16 horas no sábado, para poder ver o jogo em casa com a família. Para isso, terei que me virar e encontrar uma boa pauta e escrevê-la antes, se possível, ainda na sexta-feira. Se alguém tiver uma sugestão, é só ligar.
Edson Arantes
repórter policial
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