Shevchenko versus Itália


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O conjunto contra a individualidade. Essa será a base do confronto de hoje, às 16 horas, entre Itália e Ucrânia, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, em Hamburgo. Do lado italiano, favorita à classificação, o técnico Marcello Lippi manteve a tradição de uma equipe que atua exclusivamente por resultados e prioriza a marcação. Já os ucranianos centralizam seu jogo e suas esperanças em um dos maiores astros do mundo: Andriy Shevchenko, novo atacante do Chelsea, da Inglaterra. Itália e Ucrânia vão realizar o segundo encontro em menos de um mês. Pouco antes da Copa do Mundo, em 2 de junho, na cidade suíça de Lausanne, as duas seleções fizeram um amistoso com poucas emoções que terminou com o placar de 0 a 0. A história do confronto reserva outras duas partidas, ambas com vitórias da Azzurra. Se não bastasse ser a maior estrela do elenco, o talentoso camisa 9 ucraniano está mais do que acostumado com a batalha diante dos italianos. Afinal, Shevchenko atuou por sete temporadas no Milan, onde marcou 173 gols. Na Copa do Mundo, ele poderá reviver a rivalidade com a Itália, pois enfrentará o zagueiro Fabio Cannavaro, capitão do time de Lippi e jogador da Juventus, de Turim. O que pode ajudar a Ucrânia são justamente os desfalques italianos na zaga. Nesta está machucado, enquanto Materazzi cumpre suspensão automática. Por isso, o jovem Barzagli, do modesto Palermo, será o titular na defesa. Só que os italianos também confiam em uma ascensão de sua grande estrela, o meia-atacante Francesco Totti, que, depois de sair do banco de reservas, marcou o gol da vitória contra a Austrália. Ele pode até voltar a jogar desde o início contra a Ucrânia. “Espero que esse gol tenha dado impulso a ele”, disse Marcelo Lippi, que justificou sua decisão de não colocar o craque como titular no último jogo.

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