‘Viajar é um sofrimento desnecessário’, diz médico


| Tempo de leitura: 2 min
O oncologista André Viu defende a separação do atendimento infanto-juvenil
O oncologista André Viu defende a separação do atendimento infanto-juvenil
O oncologista André Viu explicou como é feito o atendimento a 17 crianças e jovens no Hospital do Câncer de Franca, como são os tratamentos em Barretos e Ribeirão e como evitar a doença. Comércio da Franca - Que tipos de câncer são tratados em Franca? André Viu - A maioria são leucemias. Temos também tumores no sistema nervoso, de rim, linfomas e neuroblastomas, tumores malignos que só acontecem em crianças. São pacientes entre 1 a 18 anos. Comércio - Quais as causas? André - Existem fatores genéticos e físicos: por irradiações, vírus, medicações, mas a grande maioria não é determinada. Os próprios quimioterápicos provocam o aparecimento de câncer, além de outros venenos usados na agricultura, já definidos como cancerígenos. Comércio - É possível prevenir? André - Em crianças é difícil porque os tumores são agressivos e de aparecimento rápido. O melhor é ter acompanhamento médico para uma detecção precoce para combater o tumor o quanto antes. É recomendável uma alimentação correta, balanceada, sem produtos com corantes e acidulantes artificiais, como salgadinhos e refrigerantes, em excesso. Eles podem comprometer o organismo não apenas com câncer, mas com outros problemas, como hipertensão precoce, por conterem muito sal. Comércio - Por que pacientes são atendidos em Barretos ou Ribeirão? André - Temos condições de atender qualquer caso em Franca, fazer qualquer quimioterapia e radioterapia. Na verdade, eles ainda viajam por desinformação ou por acharem que esses centros oferecem alguma coisa a mais por serem mais antigos e com mais médicos. Eles têm impressão de estar mais bem atendidos lá. Esse mito precisa ser desfeito. Viajar com uma criança com náuseas e dores no corpo é um sofrimento desnecessário. Comércio - Qual a importância da ala infanto-juvenil no HC? André - O número de adultos é maior que o de crianças e isso implica maior risco de contaminação. Criança com câncer chama muito atenção e todos ficam olhando. É constrangedor. Com unidade isolada, teremos condições de atender mais pessoas.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários