Franca tem a noite mais fria de 2006


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O inverno, que começou há uma semana, chegou de vez a Franca. A cidade teve na madrugada de ontem a noite mais fria desde junho de 2004, com os termômetros marcando 8,6 graus. Foi também a temperatura mais baixa registrada até agora em 2006. Com isso, o Abrigo Provisório Municipal “Antônio de Oliveira”, na Vila Gosuen, teve uma procura 50% maior do que a média normal. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê mais noites com temperaturas abaixo de 10 graus pelos próximos dias. Segundo a meteorologista Ana Beatriz Porto, o clima muda rápido e as intensas massas de ar frio, ao contrário do que se esperava, conseguiram chegar fortes até o interior do Estado de São Paulo. No sábado e domingo, deverá voltar a chover, assim a chuva e o vento podem dar sensação de temperaturas ainda mais baixas. “Até mesmo as temperaturas máximas terão médias menores. Hoje (ontem) durante o dia, os termômetros registraram 20 graus em Franca”, disse a meteorologista. Antes da madrugada fria de ontem, as menores temperaturas do ano haviam ocorrido em maio, quando os termômetros apontaram os 10,8 graus. No Estado, a mínima foi registrada em Campos do Jordão, com 1,8 graus. A menor temperatura no Estado de São Paulo foi registrada na madrugada de 4 de maio, quando os termômetros da mesma estância turística marcaram 0,2 grau. No Sul do País, geou forte em São Joaquim, cidade da serra catarinense (veja mais na página B-4). ABRIGO Se a queda na temperatura obrigou as pessoas a dormirem mais agasalhadas em suas casas, os moradores de rua, migrantes e andarilhos procuraram proteção no Abrigo Provisório Municipal de Franca. O local existe desde 1987 e atualmente passa por uma reforma geral, inclusive com o aumento de leitos disponíveis. Na madrugada de ontem, 45 pessoas pernoitaram no Abrigo. A média diária é de 30 abrigados. Segundo o administrador Adair de Carvalho Costa, em todos os anos a procura, durante o inverno, sobe em até 40% em relação às outras épocas do ano. Com prazo de até três dias para permanecer na casa, que pode ser prorrogável, a pessoa recebe, além do pouso, banho e quatro refeições. Em algumas situações, o andarilho ganha a passagem de ônibus para a cidade de origem. “Temos cerca de dez moradores de rua que todas as noites dormem aqui, são como moradores fixos, por isso tivemos que ampliar as vagas masculinas de 24 para 33”, disse Costa. As vagas femininas dobraram. “Antes tínhamos somente 12 leitos”.

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