O candidato a deputado federal pelo PSB, o médico francano Marco Aurélio Ubiali, já traça uma das principais estratégias para somar votos e, assim, obter uma das cadeiras paulistas na Câmara dos Deputados. O objetivo número um é obter apoio do vice-prefeito Ary Pedro Balieiro (PTB), que anunciou oficialmente que desistiu da disputa.
“Ary tem uma sensibilidade muito grande, é competente e fez muito por Franca. Sua saída, embora seja uma perda, facilita a escolha para os demais candidatos a deputado federal. Espero ter o apoio não só dos eleitores dele, mas do próprio Ary”, disse Ubiali, na segunda-feira, quando visitou o jornal Comércio da Franca.
Os votos que supostamente seriam dados a Ary Balieiro podem ser o fiel da balança para a candidatura de Ubiali. Em 2002, Balieiro foi o mais votado em Franca e, no total, obteve 48.829 votos, enquanto o próprio candidato francano do PSB à Câmara dos Deputados conseguiu 42.409. Se repetir (ou melhorar) o desempenho de quatro anos atrás e trazer para si a maioria dos votos dados a Ary em 2002, Ubiali poderá dar o salto de que precisa para se eleger.
Segundo estimativas do próprio PSB, para entrar na lista de possíveis eleitos, é necessário obter cerca de 70 mil votos. Para isso, nos cálculos de Ubiali, é preciso alcançar, somente em Franca, a marca de 55 mil, ou seja, 13 mil a mais do que obteve em 2002. “Franca precisa ter a sensibilidade de votar em um candidato que tenha chances reais de se eleger deputado federal.
E eu tenho condições para isso”.
Além de obter votos para se eleger deputado federal, Ubiali quer chegar a Brasília com uma votação expressiva, que ele entende ser suficiente para se fazer ouvir na Câmara. “Se você é eleito com 100 mil votos, tem legitimidade. Se for eleito com 200, como os deputados federais do Prona, por exemplo, você desaparece”.
AGRICULTURA
O empresário e candidato a deputado federal Thirso Meirelles (PFL) esteve ontem à tarde no Comércio da Franca e anunciou que o resgate de um plano para a agricultura será o tema principal de sua campanha, que pretende conquistar as bases eleitorais de Sertãozinho e Franca, cidades onde mantém negócios nos ramos de comércio de veículos e de agricultura. “As regiões de Franca e Sertãozinho dependem e muito da agricultura. Infelizmente, hoje, não temos um plano agrícola, mas um plano de safra, que dura só um ano”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.