Meio-dia, início do jogo Brasil versus Gana pelas oitavas-de-final do Copa do Mundo da Alemanha. Enquanto milhares de torcedores francanos se juntam em casas, bares e ruas, muitos profissionais não podem parar suas atividades para assistir ao jogo da seleção canarinho. O Comércio da Franca visitou algumas pessoas que trabalharam durante a partida. Na Santa Casa, o atendimento foi normal e os médicos e enfermeiras de plantão só davam uma olhada na televisão quando uma baixa no volume de trabalho permitia. Alguns médicos só ficaram sabendo do primeiro gol brasileiro por causa do barulho na rua.
A pediatra Maria Alzira era uma das médicas na Santa Casa. “É lógico que a gente preferia estar em casa, vendo o jogo com a família, mas alguém tem que estar aqui no hospital e fico feliz em poder ajudar as pessoas”, disse.
Na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), quatro investigadores trabalhavam. Enquanto tudo estava calmo, eles aproveitaram para assistir a um pedaço da partida na TV instalada na entrada da delegacia. “É o primeiro plantão que estou fazendo que coincidiu com os jogos da Copa. Se pudesse estar em casa, seria muito mais divertido”, disse Élcio Gonçalves dos Reis.
Mesmo em horário de trabalho, a animação era grande no Corpo de Bombeiros. Enquanto nenhuma ocorrência era registrada, cerca de 15 policiais estavam na sala do quartel assistindo à partida. Durante o primeiro tempo, eram emitidos comentários engraçados e dicas para o treinador Parreira: “Põe o Cicinho que vai melhorar a seleção” ou “tira o Emerson”.
Comparações com os colegas de profissão também faziam parte das intervenções: “Nossa, ele fez igualzinho ao Edson”, disse um dos policiais comparando o atacante Ronaldo, que errou um gol, ao companheiro do Corpo de Bombeiros por ocasião de uma das partidas disputadas pela corporação.
O jornal Comércio da Franca também funcionou normalmente durante o jogo. O balcão de anúncios estava aberto e a redação funcionando. Assim que o apito indicou início de jogo, no entanto, repórteres, fotógrafos e diagramadores que não estavam nas ruas cobrindo a comemoração foram para o Café do Comércio vibrar pela seleção.
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