Parecia prenúncio de temporal, e dos feios. Às 13 horas, nuvens negras que se formavam no horizonte vindas dos lados do Distrito Industrial, rapidamente tomaram conta do céu em Franca. Em dez minutos, o Centro da cidade tomava ares de início de noite e do céu, encoberto, o negrume das nuvens era combinado a um tom vermelho sombrio, resultado da poeira levantada da zona rural da região pelos ventos de 35 quilômetros por hora.
Apesar do susto, do corre-corre e de muita gente molhada, o “temporal” não chegou a ser muito intenso e nenhum estrago foi registrado. O fenômeno, no entanto, anuncia a queda da temperatura.
A chegada da chuva foi rápida. Bastaram quinze minutos para os primeiros pingos, grossos, começarem a cair. Por causa da rapidez, muita gente foi pega de surpresa e teve que improvisar o abrigo. Marquises, toldos, muros, qualquer cobertura serviu de proteção. Uma senhora que trabalha na varrição de ruas encostou a vassoura no carrinho e correu para debaixo de uma pequena marquise de um escritório na Rua Marechal Caxias, e aproveitou a chuva para lanchar. Na Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, no pontilhão próximo ao Posto Galo Branco, motoqueiros desprevenidos aguardavam uma trégua “dos céus”.
A chuva durou cerca de 30 minutos, tempo suficiente para fazer a “cachoeira” da Alonso Y Alonso jorrar forte, chamando a atenção dos motoristas que passavam pelo local. Não houve transbordamento nos córregos Cubatão e Bagres. “Nem ocorrência de queda de árvores ou coisas do gênero. Registramos uma tarde tranqüila, apesar de parecer que teríamos um temporal”, disse Nereu Flávio, atendente da Central de Emergências da Defesa Civil de Franca.
A chuva de ontem ocorreu por causa de uma frente fria vinda do Sul, que avançou em direção ao Estado de São Paulo. Em algumas cidades, os ventos foram mais fortes e causaram transtornos.
Ribeirão Preto, por exemplo, registrou falta de energia elétrica e queda de galhos de árvores em fios da rede elétrica.
Um carro foi destruído no domingo em decorrência dos incidentes. A boa notícia foi a elevação da umidade relativa do ar a níveis tranqüilizadores, próximo a 90%, o que deve reduzir a incidência de problemas respiratórios nos próximos dias.
A previsão para esta terça-feira é de nebulosidade sem possibilidade de chuvas. Já as temperaturas sofrerão declínio a partir de hoje, com a possibilidade de mínima de 14ºC e máxima de 21ºC.
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