Thúlio Gomes Machado é um velho conhecido da polícia. Viciado em drogas, já esteve preso acusado de roubo e furto. Durante o período em que prestou depoimento na sede da DIG, não quis gravar entrevistas. “Não quero falar nada, me respeitem”. Demonstrando muita irritação, chegou a xingar o fotógrafo do jornal. Esteve acompanhado de uma advogada. Trancado em uma cela da delegacia, recebeu a visita do pai e de um irmão e ganhou uma marmitex da família para almoçar.
Falou informalmente com a reportagem por poucos segundos para negar que tenha violentado uma mulher durante um dos roubos a ele atribuídos. “Não estuprei ninguém”, limitou-se a dizer. “O Thúlio é uma pessoa boa e pai de três filhos lindos, mas as drogas estão acabando com ele”, disse um irmão.
Em depoimento à polícia, Thúlio também negou o crime sexual, mas admitiu os roubos em seqüência. Também confessou ter roubado uma moto de uma balconista de 29 anos, na Praça dos Angicos, no dia 28 de maio. Disse para os policiais que roubava para comprar drogas. Pediu para não ser preso na cadeia do Jardim Guanabara, mas não foi atendido.
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