Prefeitura tenta retirar parte de verbas destinadas à Saúde


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Depois de uma semana repleta de ocorrências desgastantes na Saúde, a Câmara apreciou ontem projeto de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que pretendia retirar verbas de prevenção e acompanhamento da área. Membros da oposição e da situação criticaram a idéia, que foi adiada. A administração quer trocar o destino de R$ 3,17 milhões. Do total, R$ 2,4 milhões passariam a ser destinados à suplementação de verbas gastas além dos recursos repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) à Santa Casa. Mas o prefeito quer retirar mais do que isso de outras áreas dentro da Saúde, como tratamento de deficiência auditiva (R$ 550 milhões), Programa Saúde da Família (R$ 580 milhões) e da implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Franca. “A gente vê que a Saúde não é prioridade”, disse Gilson Pelizaro (PT). “Onde está sobrando tanto dinheiro se a Saúde está um caos? Um projeto desse coloca a bancada do governo numa ‘saia justa’. Está faltando sintonia entre a administração, o secretário de Saúde e nós vereadores que damos sustentação ao prefeito”, disse Luiz Carlos Fernandes (PDT). O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, tentou explicar. “Nós temos que pegar o orçamento da prefeitura e localizar qual verba pode ser remanejada. Neste caso, não havia de onde tirar”, disse. A proposta volta à Câmara daqui a duas semanas. Junto com ela, projeto de Silas Cuba, que isenta idosos e deficientes de pagar IPTU e proposta de Zezinho Cabeleireiro (PTB), que pede instalação de geradores de senhas para atendimento nas UBSs. Foi aprovado ontem, projeto de Nirley de Souza (PSC), que rebaixa guias de calçadas para melhorar o trânsito de deficientes físicos.

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