O presidente da Apex, Juan Quirós, disse que a divulgação das empresas calçadistas no exterior é uma alternativa para os fabricantes manterem força no mercado internacional, mesmo com o dólar em baixa. “Temos de buscar espaço e conquistar o comprador.
Para isso, é necessário apresentar nosso produto no exterior.”
Comércio da Franca - O que a Apex espera que o setor calçadista faça com esses R$ 43,5 milhões?
Quirós - A Apex tem convênios de cooperação com várias lojas de departamentos internacionais. Queremos a inserção dos produtos nacionais no exterior.
Comércio - É um dinheiro de empresas ou da União?
Quirós - Metade vem da Apex, agência ligada ao Ministério da Indústria, e os outros 50% serão investidos pelos empresários.
Comércio - Como o governo vê o duelo do calçadista brasileiro com os chineses?
Quirós - É como um jogo de Copa do Mundo: temos de evitar bater de frente no que o adversário tem de melhor, ou seja, escala de produção e produtos baratos. Com o dólar baixo, a saída é mostrar o potencial e a qualidade de nossos produtos e concorrer no mercado internacional com calçados que tenham alto valor agregado, como os espanhóis e italianos.
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