Apex libera R$ 43,5 milhões para fortalecer calçadistas no exterior


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A Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) assinou ontem, no Hotel Shelton Inn, em Franca, convênios com as entidades representantes dos setores de calçados, componentes e curtumes, em um total de R$ 43,5 milhões. A cerimônia contou com a presença maciça de empresários e os contratos foram firmados pelo presidente da Apex, Juan Quirós. Apesar da importância do evento, mesmo em pleno ano de eleições, somente o deputado Gilson de Souza (PFL) prestigiou o evento. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB), seus secretários e os vereadores não marcaram presença. O dinheiro será dividido entre Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) e CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil), que ficarão, respectivamente, com R$ 25,7 milhões, R$ 11,4 milhões e R$ 6,3 milhões. Juan Quirós explicou que a verba deverá ser usada na divulgação do calçado brasileiro no exterior. “Temos de mostrar ao mundo que o calçado brasileiro tem design, tecnologia e componentes que o diferenciam muito do sapato chinês. Temos qualidade para concorrer com os tops mundiais, que seriam, hoje, os calçados italianos e espanhóis”, disse o dirigente. Élcio Jacometti, presidente da Abicalçados, comemorou a liberação dos recursos. “Não adianta brigar na faixa de mercado do calçado chinês. Temos de marcar território em países que tenham bom potencial de compra para produtos com alto valor agregado. Queremos vender bem o calçado nacional.” A expansão de novos mercados para os pequenos fabricantes será o principal investimento da Assintecal com o dinheiro repassado pela Apex. “Poderemos, com esse dinheiro, fazer melhor nosso papel diante das micro e pequenas empresas. Estimularemos a ação global de nossos associados”, disse Luís Cláudio Amaral, presidente da entidade. Quem também esbanjava confiança era o dirigente da CICB, Humberto Sachelli. “Há muito para o setor coureiro-calçadista crescer, buscar mercado fora do Brasil. Somente com investimentos deste porte poderemos alcançar tal crescimento”, disse.

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