O ex-jogador batataense José Guilherme Baldocchi, 60, que jogou na seleção brasileira de 1970, afirma que a qualidade do jogo de Gana não pode ser desprezada e, caso ocupasse o posto de Carlos Alberto Parreira, técnico dos “canarinhos’, apostaria na escalação feita para o jogo contra o Japão. “A seleção de Gana preocupa. Os jogadores, assim como os brasileiros, têm gingado. É um time perigoso”, afirmou Baldocchi.
O ex-jogador disse acreditar que, diferente dele, Parreira colocará em campo contra Gana o time de estréia da Copa do Mundo. “Eu acredito que ele (Parreira) voltará o primeiro time. Mas se eu fosse o treinador da seleção, na realidade todos nós somos um pouco, jogaria com o último time”.
Do “quadrado mágico”, Baldocchi só poupa o meia ofensivo Kaká das críticas. É nele que o ex-jogador aposta todas as fichas para um dos maiores destaques da seleção na Copa. “O Adriano não está jogando nada, tem que deixá-lo de fora. O Ronaldo Fenômeno também não está jogando, assim como o Ronaldinho Gaúcho”, afirmou.
Já os elogios de Baldocchi são direcionados a Robinho e Juninho Pernambucano. Para ele “o desempenho dos dois foi muito bom, eles jogaram muito bem”. Porém, as previsões dele para a contusão de Robinho não são nada animadoras. “Robinho está fora. Não joga amanhã (hoje) e também não há tempo suficiente para sarar. Distensão não se cura com apenas uma semana. Provavelmente está fora da Copa do Mundo”, afirmou com a experiência de quem é tricampeão mundial.
Baldocchi tem assistido aos jogos, acompanhado pela família, na casa dele em Batatais. Ele foi um dos 109 brasileiros campeões mundiais homenageados no 56º congresso da Fifa, realizado no último dia 7, em Munique, na Alemanha. Na ocasião, recebeu uma réplica em miniatura da Taça Fifa.
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