Aposta na ciência


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Futuros papais e mamães têm caminho aberto para apostar na medicina. Em Franca, os dois hospitais particulares já fazem coleta de células-tronco de recéns-nascidos no momento do parto, a partir do cordão umbilical. O Hospital Regional foi pioneiro na iniciativa e a Unimed, na quarta-feira, fez sua primeira retirada. Embora hoje esteja ainda na fase de pesquisas, a utilização de células-tronco é vista como uma possibilidade de cura para muitas patologias, como câncer, doenças degenerativas e traumas na medula. O custo para a retirada e armazenamento por toda a vida do bebê, em média, é de R$ 4 mil. O diretor da Unimed, Élson Rodrigues, disse que a evolução das pesquisas é animadora. Para ele, o casal que investe na retirada e conservação das células-tronco está apostando na ciência e poderá colher frutos futuramente. “Em qualquer momento da vida da criança, se necessário, o material será utilizado para tratamentos. Hoje, a possibilidade é pequena, é a maior evolução da medicina nos últimos anos”, disse o médico. A aposta nas células-tronco é tão alta que a Cryopraxis, empresa que fará os trabalhos de coleta e armazenagem para a Unimed, já analisa outra parte do corpo que seria rica em células-tronco: os dentes-de-leite. Há dois anos, pesquisas são realizadas nesse sentido e os resultados, segundo o site da empresa, são promissores a longo prazo. FÉ NA CIÊNCIA Os estudantes de fisioterapia Sérgio Resende Yoshimura e Aline Seni Yoshimura, ambos de 21 anos, são os pais de Davi, nascido na última quarta-feira. O casal acreditou na idéia permitiu que as células-tronco de seu bebê fossem retiradas. “Já acompanhamos várias reportagens e a evolução é evidente. Esperamos nunca ser necessário o uso delas, mas é uma medida preventiva”, disse Sérgio. Aline concordou com o marido. E disse que o fato de estarem no último ano de fisioterapia teve influência direta na decisão. “No curso estudamos e conhecemos as dificuldades de reabilitação do paciente para as doenças que, futuramente, poderão ser curadas com as células-tronco. Apostamos na evolução da ciência”, disse a mamãe de primeira viagem.

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