De pedreiro a craque do Timão


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A trajetória de Zeca Lopes até chegar à seleção brasileira é repleta de sofrimento, lutas, sucessos e conquistas. Patriota, era um torcedor fervoroso do Brasil; Lopes investiu em sua cidade natal praticamente todos os recursos que adquiriu ao longo da vida. O ídolo batataense nasceu em uma família humilde em 1º de novembro de 1910. Terceiro de oito filhos, Lopes começou a trabalhar ainda criança para ajudar no sustento da família. Tinha apenas 9 anos quando o pai, Arthur Lopes de Oliveira, ensinou-lhe o ofício de pedreiro. Precocemente também surgiu a paixão pelo mais famoso esporte nacional. Os palcos mais comuns em que o menino jogava eram os campinhos das fazendas da região, onde já despertava a atenção dos espectadores com o seu desempenho e intimidade com a bola. Não demorou para que fosse convidado a integrar a equipe juvenil do Batatais Futebol Clube, de onde, rapidamente, foi promovido e transferido para a equipe principal. A fama de bom de bola crescia, o que o levou para o Corínthians, mas primeiro pelo Comercial de Ribeirão Preto. Foi então que o sucesso definitivamente começou a bater em sua porta. Aos 27 anos, Lopes foi convocado para a seleção brasileira, participando da Copa do ano seguinte, na França, na qual o Brasil foi o terceiro colocado. Posteriormente, Lopes foi chamado mais uma vez para a seleção na disputa da Copa Rocca, na Argentina. O último clube a ter o passe do jogador foi o Corínthians, time em que atuava quando contundiu um dos joelhos em um jogo realizado durante suas férias, numa fazenda. A contusão foi um divisor de águas. Parou de jogar e passou a dedicar-se mais à construção de imóveis em Batatais, contribuindo ao mesmo tempo com causas sociais. “Papai gastou todo o dinheiro dele com as pessoas que precisavam. Não sabia dizer ‘não’. Construiu diversas moradias e as alugava a preços simbólicos ou nem isso”, contou a filha Benedita. O empenho no ramo imobiliário deu origem ao bairro Santa Luiza, nome dado em homenagem à mãe dele, Luiza Borges. Vaidoso, usava ternos e chapéu. Zeca morreu em 28 de agosto de 1996, aos 85 anos, em decorrência de complicações cardíacas.

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