Paredes, tetos, cortinas. Para onde se olha há cores, muitas cores, com a predominância do verde-e-amarelo. Assim é a casa da família do ex-jogador da seleção brasileira José dos Santos Lopes, o batataense Zeca Lopes, morto em 1996 e que defendeu o Brasil na Copa do Mundo de 1938. A família restaurou a pintura original da casa para passar a Copa do Mundo de 2006 “no clima”. “Sempre mantivemos a pintura que o meu pai chamava de futurista”, disse a professora Benedita Lopes Barbiere, uma dos quatro filhos de Lopes.
Benedita é quem cuida das lembranças do pai. A casa em que mora é a mesma em que Lopes viveu até o fim da vida. O sobrado na esquina das ruas Prefeito José Ferreira e Coronel Joaquim Marques, no Bairro Riachuelo, é uma espécie de museu, onde estão arquivados objetos, fotos, revistas, jornais, medalhas, condecorações e outras recordações de Lopes. As principais estão logo no hall de entrada da casa, onde o “cartão de visita” é um quadro com o retrato de Lopes. Uma taça de cristal, trazida do hotel francês em que a seleção ficou hospedada em 1938, e uma medalha de ouro oferecida a Lopes pelo Estado de Pernambuco são as recordações preferidas de Benedita. “O cálice, ele trouxe da França e guardo com orgulho. A medalha é um dos únicos objetos que não coloco em exposições, pois ele deu de presente a uma de minhas irmãs e tem muito valor afetivo”, afirmou Benedita. “Esta medalha, papai recebeu quando o navio a vapor em que eles viajaram chegou a Pernambuco”, completou.
Ela conta que a idéia da pintura da casa aflorou no pai após a volta dele do mundial de 38. “Como ele havia viajado, conhecido muitos lugares diferentes, voltou com essa idéia”, comentou Benedita.
Para enfatizar a decoração escolhida pelo ex-craque, há um mês Benedita trocou inclusive as cortinas da sala em que o pai costumava assistir televisão. Agora são todas em verde e amarelo, intercaladas. Tecidos que, durante o dia, filtram a luz do sol e fazem com que a sala de TV fique “bem brasileira”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.