A suspensão pelo Tribunal de Ética da OAB não foi o único dissabor sofrido por Adriana Telini Pedro ontem. No mesmo momento em que os jurados decidiam o futuro da advogada, a Polícia Civil de Franca ingressava na Justiça com outro pedido de prisão preventiva contra ela. Desta vez, a solicitação foi feita pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). A advogada foi indiciada, ao lado de três criminosos, por associação ao tráfico de drogas.
No início do mês, o delegado Benedito Carlos Quiodeto abriu inquérito para apurar o envolvimento de Adriana Telini com traficantes. Escutas telefônicas gravadas com autorização judicial flagraram criminosos usando o telefone da advogada para negociar a compra de drogas. Ela também foi surpreendida tentando ajudar a filha de um cliente, que havia sido preso, a encontrar tijolos de maconha enterrados por ele em um terreno.
Também se encontra no Fórum o processo cujo inquérito foi conduzido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que pede a prisão da advogada por formação de quadrilha. Neste caso, ela é acusada de combinar assaltos a seus clientes com bandidos. O promotor Ivan Nascimento Castro requereu ao juízo que fossem juntados com urgência mais documentos para a complementação das diligências.
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