Começa a Justiça para Adriana Telini Pedro


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A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) deu o primeiro passo para punir Adriana Telini Pedro. A advogada flagrada em escutas telefônicas combinando assaltos contra clientes com bandidos presos na cadeia do Jardim Guanabara e cometendo outras irregularidades está proibida de atuar nos fóruns pelo menos pelos próximos 90 dias. Por 14 votos a favor, nenhum contra e duas abstenções, os relatores da 13ª turma do Tribunal de Ética e Disciplina da entidade aplicaram a Adriana o tempo máximo de punição previsto pelo Código de Ética da entidade. A sessão foi realizada ontem pela manhã, na sede da OAB de Ribeirão Preto. À tarde, o mais recente inquérito policial contra a advogada, que também traz um pedido de prisão preventiva, foi enviado ao Fórum “Alberto de Azevedo”. O cerco se aperta cada vez mais. A sessão foi realizada sem a personagem principal. Alegando problemas de saúde, Adriana Telini Pedro não compareceu, sendo representada por seu pai, o empresário e também advogado Emer Pedro. Oficialmente, o advogado que a defendeu na sessão a portas fechadas foi o criminalista Rui Engrácia Garcia, mas este recebeu a assistência do experiente Antônio Moraes Silva. De Franca, entraram na sala onde começou a ser definido o destino de Adriana Telini o presidente e vice da OAB de Franca, respectivamente, Marco Aurélio Gilberti Filho e Roberto Gomes Prior. A divulgação do resultado era aguardada por profissionais de três emissoras de TV de Ribeirão Preto e pelas reportagens do jornal Comércio da Franca e da rádio Difusora AM (1.030 kHz), os únicos órgãos de comunicação de Franca que acompanharam de perto o julgamento da advogada em Ribeirão Preto. Por volta das 11h20, o relator Luiz Gonzaga Neves Melo Júnior saiu da sala e anunciou a suspensão de Adriana Telini. “O Tribunal de Ética agiu para preservar a imagem da advocacia”, declarou o advogado de Pirassununga em entrevista coletiva. Gonzaga revelou que a tendência é que se Adriana Telini não for expulsa dos quadros da OAB, deve ao menos receber uma punição severa por parte de seus pares. “Nestes próximos 90 dias, tenho certeza de que a Ordem vai chegar a um veredicto adequado a esse rumoroso caso”, concluiu. Já o presidente da 13ª Turma do Tribunal de Ética, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, recomenda cautela. “É preciso muita cautela. O mesmo tribunal que a puniu pode absolvê-la amanhã”. Os advogados francanos que foram a Ribeirão Preto saíram sem dar declarações. Rui Engrácia Garcia, defensor de Adriana, saiu transtornado. “O resultado foi injusto”, disse, preocupado em consolar o pai de Adriana, que saiu da sala com os olhos marejados, passando a impressão de que havia chorado durante a sessão. Colaborou Edson Arantes

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