Diego Figueiredo no Canecão


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Ele não fez como o cantor brega-romântico Elymar Santos, que alugou o Canecão com dinheiro do próprio bolso para fazer um show em 1985. Com seu jeito mineiro, de fala mansa e andar calmo, Diego Figueiredo também chegou a uma das maiores casas de show do Rio de Janeiro. Na próxima terça-feira, ele faz uma participação no show que o grupo Los Hermanos e Belchior fazem dentro do projeto Loucos Por Música, no Canecão, no qual a bilheteria ajuda instituições que prestam serviço social e, durante o show, artistas plásticos pintam obras que serão leiloadas ao final do projeto. A expectativa de Diego para esse show não podia ser melhor. “Eu conheci o Los Hermanos através do Belchior e eles gostaram muito do meu trabalho. Acho que vai ser um ótimo show”, conta. Mais do que ninguém, Diego não tem medo de empunhar a sua guitarra sozinho no palco para uma platéia de milhares de pessoas. A experiência fez com que ele percebesse que as pessoas gostam do instrumental. O problema é que não têm oportunidade de ouvir. “Você já ouviu isso no rádio alguma vez?”, questiona. Mas isso também não intimida esse francano de 25 anos. Para ele, o importante é mostrar a sua música onde houver oportunidade, seja em uma grande casa de shows nas capitais, em Franca mesmo ou no interiorzão de Pernambuco. Na última quarta-feira, por exemplo, Diego se apresentou para uma platéia de conhecidos, familiares e amigos na Cachaçaria Água Doce, em Franca. Tocou composições próprias e alguns clássicos da música brasileira, com arranjos feitos por ele para a guitarra, como Ela é Carioca (Vinícius de Moraes e Tom jobim), Magoado (Dilermando Reis), Brasileirinho (Waldir Azevedo e Pereira Costa) e Berimbau (Vinicius de Moraes e Baden Powell). Foi o primeiro show baseado em seu novo disco, Autêntico, que deve chegar às lojas em setembro. “Escolhi Franca para me apresentar porque gosto daqui, tem minha família e meus amigos que gostam do meu trabalho e de me ouvir tocar”, diz. Mas o músico já tem shows marcados em outras cidades. Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Campo Grande (MS) já estão com data marcada na agenda. O novo disco de Diego Figueiredo é um trabalho totalmente autoral. Foi composto e produzido por ele que, além da guitarra, se aventura por outros instrumentos, como a viola caipira, violão requinto, violão, bandolim, tamborim e baixo. “É um disco que tem tudo de que eu gosto”, disse. O disco traz ainda duas participações especiais: do músico Edu Santana (integrante do grupo Trovadores Urbanos) e de Dudu Tucci, que toca berimbau na faixa Pelas Ruas de Berlim, gravada ao vivo na Alemanha. De francano, o disco traz a participação do músico Erlindo Morato, que toca flauta na faixa Meus Quinze Anos.

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