O Conselho Tutelar decidiu, na noite da última quarta-feira, que MSC ficará na casa da avó materna. A conselheira Vanessa Aparecida Barbosa Tristão explicou que diante da situação - a criança apresenta sinais de agressões e teme a presença do pai - , ele deve ficar com quem tem condições de cuidar. “Entramos com representação junto ao Ministério Público e até a decisão judicial ele fica na casa da avó”, disse. As agressões sofridas por MSC serão apuradas pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
A conselheira tutelar disse que é grande o número de casos nos quais crianças são vítimas de agressões, mas o de MSC é incomum. “Ele está machucado, com as pernas e coxas roxas. Quando avistou o pai na delegacia, correu para os braços da tia com medo”.
Vanessa disse que telefonou para a escola onde MSC estuda e foi informada de que o garoto sempre chegava machucado, mas nunca dizia que era em razão das agressões do pai.
“Ele dizia, na escola, que tinha caído de bicicleta, entre outras coisas, embora os professores já desconfiassem (da violência doméstica)”, disse Vanessa.
Para a conselheira, o pai admitiu a autoria. “Ele falou que batia, mas não por maldade e nem para machucar”.
A violência doméstica, explicou Vanessa, deve ser denunciada.
Parentes, amigos, vizinhos ou professores que presenciarem qualquer tipo de agressão, podem acionar o Conselho Tutelar, Ministério Público ou procurar qualquer unidade do CRAS (Conselho Regional da Assistência Social), além das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), que contam com assistentes sociais e psicólogas que dirão quais os procedimentos a tomar. “O que não pode é a criança ou adolescentes conviver com a violência doméstica.”
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