A quadrilha presa, sábado, pela Polícia Civil de Franca, acusada de tráfico, abastecia a cidade com pelo menos 20 quilos de maconha toda semana. A droga vinha de Ribeirão Preto escondida em carros particulares e era distribuída a pequenos vendedores e viciados da zona norte. O principal ponto de venda era a praça da Vila Santa Luzia. Sete integrantes do bando já foram identificados. Apenas um continua nas ruas.
A descoberta dos traficantes se deu por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Após seguir de perto os passos dos criminosos, policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) conseguiram desmantelar todo o esquema e prender os envolvidos. Durante a ação, foram apreendidos mais de 50 quilos de maconha.
O Comércio da Franca teve acesso aos grampos feitos pela Polícia Civil. As gravações mostram que na noite de sexta-feira, 16, os agentes da Dise já tinham a informação de que um grande carregamento de drogas chegaria a Franca na manhã seguinte. Uma conversa entre os traficantes, interceptada às 22h59, foi decisiva para a prisão de seis criminosos.
Apontado pela polícia como um dos responsáveis pela venda de drogas na Santa Luzia, LHB liga para um traficante em Ribeirão Preto. Em códigos, falam sobre a vinda do entorpecente para Franca. “O moleque já pegou o dinheiro (a maconha). Ele vai te pagar (entregar) em 12 pedaços (tijolos grandes) e um pedacinho. Vai dar 50 real (quilos)”(sic), explica o traficante de Ribeirão.
Durante o diálogo, que durou aproximadamente três minutos, combinaram que o carregamento de maconha chegaria a Franca na manhã de sábado. Ainda era madrugada quando os policiais da Dise ficaram de campana em pontos estratégicos na entrada da cidade. Por volta das 7 horas, pararam um Fiat Prêmio cinza na Avenida Ismael Alonso Y Alonso. No interior do carro havia 50 quilos de maconha, divididos em 12 tijolos grandes e um pequeno, como os traficantes haviam combinado.
O motorista e responsável pelo transporte foi preso em flagrante. Na seqüência, os policiais seguiram para a Vila Santa Luzia e prenderam os demais integrantes da quadrilha. Responsável pelas investigações, o delegado Pedro Luiz Dallaqua disse que LHB e ASG seriam os responsáveis pela distribuição de drogas na cidade. O presidiário AFS, recolhido à cadeia do Jardim Guanabara, intermediava a compra e venda. Ele fatura R$ 100 por quilo comercializado. Apenas LHB ainda não foi preso.
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