Prisão preventiva ainda é esperada


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A decisão sobre o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil contra a advogada francana Adriana Telini Pedro ainda não foi divulgada. O inquérito policial que a acusa de formação de quadrilha foi entregue no Fórum pelo delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir José da Silveira Júnior, há dez dias. O processo foi distribuído para a 3ª Vara Criminal. A advogada foi indiciada por formação de quadrilha por ter combinado assalto com bandidos presos na cadeia do Jardim Guanabara. A pena pode ser de até três anos de reclusão se Adriana Telini for condenada. O promotor responsável pelo caso, Ivan Nascimento de Castro, retornou de férias somente nesta semana, não emitiu qualquer parecer e nem foi localizado pela reportagem para comentar o caso. Ao oferecer a denúncia, Nascimento terá que se manifestar sobre o pedido de prisão preventiva. Caberá ao juiz Luiz Pinheiro Sampaio optar ou não pela prisão. No entanto, caso o juiz ou o representante do Ministério Público entendam que faltam elementos para julgar a advogada francana, o processo retornará à autoridade policial para que sejam feitas mais investigações e coletas de provas, para posteriormente retornar ao Fórum para julgamento. A prisão preventiva é um instrumento que pode ser utilizado quando o indiciado, em liberdade, coloca em risco o andamento normal do processo. É previsto também como garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal ou é utilizada para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova de existência do crime e indícios suficientes da autoria, se o juiz entender desta forma. Na ocasião da conclusão do inquérito, o advogado Rui Engrácia Garcia, defensor de Adriana, reclamou da Polícia Civil, dizendo que sua cliente estaria sendo perseguida e que não havia razões para o pedido de prisão preventiva. Afirmou que Adriana recebeu a notícia com tranqüilidade. “Não estamos preocupados. Só pediram (a prisão) para dar uma justificativa à imprensa. O fato de (a polícia) pedir (a prisão de Adriana) não significa que o juiz atenderá”. Ruy Engrácia voltou a dizer que sua cliente seria inocente e que as provas apresentadas contra ela teriam sido “adulteradas”. Ele disse que recorrerá às instâncias superiores caso o pedido seja deferido pela Justiça. Também não descartou a possibilidade de ingressar com um pedido de habeas corpus preventivo.

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