A França buscará hoje, às 16 horas, somente a vitória contra o já desclassificado Togo e, se puder, ganhar com um bom saldo de gols. Esse resultado é o único que consegue salvar o país de uma campanha como a de 2002, quando não passou para as oitavas-de-final.
“Seria um decepção enorme se nós saíssemos outra vez. Seria pior que em 2002, porque temos um time mais forte agora, mais forte fisicamente e melhor preparado”, disse o meia Patrick Vieira.
E para vencer, os franceses precisarão fazer algo que ainda é raro em meio aos jogos, marcar gols. Até o empate em 1 a 1 contra a Coréia do Sul, na semana passada, a seleção não balançava as redes desde a final da Copa do Mundo em 1998, quando venceu o Brasil.
Para que os gols sejam marcados, Patrick defendeu a entrada de Trezeguet ao lado de Thierry Henry. “Trezeguet tem feito gol atrás de gol onde quer que ele esteja. E ele pode fazer isso novamente e nos ajudar”.
Com Zidane suspenso por ter levado um cartão amarelo, o técnico Raymond Domenech faz suspense com relação a sua escalação.
“É necessário esconder o nosso plano de jogo’, justificou Domenech. A principal opção é o jovem Franck Ribéry, criticado por ele em entrevista, mas único no elenco com as mesmas características de meia-armador do camisa dez.
Apesar do pedido de Vieira e dos resultados fracos, Domenech adiantou que não vai mudar o esquema tático. Apesar de testar durante o treino a opção com dois atacantes, a imprensa francesa dá como certa a preferência do treinador por escalar Henry isolado na frente, diferente do que os jogadores gostariam que acontecesse.
Outra mudança, essa definida, é na lateral-esquerda. O titular Eric Abidal também cumprirá suspensão e cederá seu lugar para Mikaël Silvestre, zagueiro de origem, mas que tem experiência na posição em seu clube, o Manchester United.
Os togoleses pretendem conquistar a vitória, trazendo como troféu a “cabeça” dos franceses. “Vamos tentar limpar nossa honra”, disse o atacante Adebayor.
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