Mais de 20 mil brasileiros que vieram para a Alemanha compartilham das mesmas preocupações com aqueles que torcem no Brasil: o sobrepeso de Ronaldo, o esquema tático de Parreira e a falta do espetáculo esperado. Será que, desta forma, a seleção chega à final? Um problema-extra também atormenta quem alegre e inocentemente está aqui na Alemanha. Como voltar para casa, caso a passagem seja da Varig? Com a extinção de vários vôos da companhia, ninguém sabe o que poderá acontecer. 61% dos destinos internacionais, inclusive Munique, estão cancelados.
Já há informações que até as empresas que compõem a Star Alliance não endossarão, de imediato, os bilhetes emitidos pela Varig. A Planeta Brasil, operadora que tem exclusividade dos ingressos oficiais da Copa e principal operadora dos pacotes turísticos, não quer informar oficialmente. Por causa da ligação extra-oficial da empresa com a CBF, todas as agências de viagens brasileiras tiveram de comprar dela estes pacotes.
Os executivos das empresas que trouxeram para a Alemanha muitos torcedores premiados em campanhas promocionais já admitem, extra-oficialmente, que vão ter uma despesa também extra. Eles perceberam que dificilmente a Varig honrará os bilhetes comprados no Brasil.
Um diretor de uma multinacional com sede no ABC paulista e cuja matriz fica na Alemanha recorreu aos colegas de Munique, Frankfurt e Berlim. A Lufthansa poderá ser uma alternativa. Aliás, a empresa alemã afirma que, com tempo e gradativamente, portanto, sem compromissos imediatos, poderá absorver a rota da Varig.
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