Benefício é para poucos


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O subsídio de R$ 43 milhões que deverá ser anunciado na próxima segunda-feira em cerimônia oficial de assinatura de convênio da Apex com as entidades calçadistas em Franca pode ser considerado “objeto de luxo”. Isto porque poucos calçadistas têm condições para expor no exterior. Uma ínfima parcela, de acordo com o coordenador de promoção internacional do Sindicato dos Calçadistas de Franca, Renato Kikuta Torres. Para participar de uma feira internacional, como a Micam, na Itália, ou GDF, na Alemanha, um empresário tem que dispor de pelo menos US$ 10 mil, mesmo com o subsídio de 50% da locação dos estandes. Os gastos incluem desenvolvimento de amostras, envio de amostras à feira, catálogo e gastos com representantes enviados. “É uma estrutura muito grande que os pequenos geralmente não têm”, disse Renato. A solução para que micros, pequenos e médios calçadistas participem desses eventos seria a união de todos. “Houve uma tentativa, foi criada uma associação, mas não vingou”, disse Kikuta.

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