Moradores querem evitar usina de cana


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Fiscais da Cetesb percorrem a região para evitar que as usinas queimem cana nas proximidades da zona urbana e  das rodovias; duas empresas da região foram multadas neste ano
Fiscais da Cetesb percorrem a região para evitar que as usinas queimem cana nas proximidades da zona urbana e das rodovias; duas empresas da região foram multadas neste ano
Uma usina de cana-de-açúcar do Estado de Alagoas, com uma unidade no município de Delta (MG), quer expandir seus negócios na região. A empresa planeja construir três novas usinas até 2009 no Triângulo Mineiro. O primeiro município que poderia receber o novo empreendimento é Sacramento, que até o momento tem apenas 5 mil hectares de cana plantada de usinas com sede em outras cidades. No entanto, a notícia da chegada da empresa, que representa crescimento econômico para muitos municípios, despertou a revolta de moradores e autoridades locais, que alegam que uma usina canavieira poderá afetar a agricultura de Sacramento, hoje baseada em grãos e leite. O agricultor João Oswaldo Manzam, juntamente com outras 22 pessoas, fundou a Associação Amigos de Sacramento com um único propósito: evitar a expansão de lavouras de cana-de-açúcar no município. A primeira medida foi conseguir o apoio da população e dos vereadores. “Ao todo coletamos 1.487 assinaturas de pessoas contrárias à usina e também conseguimos chamar a atenção dos vereadores depois que promovemos uma audiência pública”, disse Manzam. A cidade mineira tem cerca de 22 mil habitantes, segundo o IBGE. “Não vemos vantagem nenhuma na vinda desta empresa tanto pela questão social como da segurança. É só olhar o exemplo do que acontece em outras regiões. A população aumenta na época da colheita por conta dos cortadores vindos de outros Estados e a segurança dos moradores cai”. Impedir a instalação da usina, a Associação de Amigos não conseguirá, uma vez que o convênio foi assinado entre os proprietários e a prefeitura, mas eles não desistem. O vereador Arístocles Borges da Mata (PDT) disse que em julho será votado um projeto que prevê uma série de regras para a nova usina. Se aprovado, a empresa deverá ser instalada a 30 quilômetros da zona urbana, a plantação deverá respeitar a distância de 10 quilômetros e a prática da queimada também deverá ser reduzida 25% a cada ano. “As chances de o projeto ser aprovado são grandes”, disse o vereador.

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