A origem da expressão “negócio da China” é controversa. Duas versões são usadas - principalmente, pois há outras - para explicar historicamente como se forjou o significado da construção. Agora, os exemplos francanos de parceria econômica com os chineses, como o de Renato Raymundo, podem dar uma caráter moderno e mais regionalizado para a metáfora, que não só no Brasil como também em Portugal, significa uma transação comercial muito bem sucedida.
Uma das explicações para a expressão remonta ao fim da Idade Média. Em meados do milênio passado, os italianos, principalmente de Gênova e Veneza, dominavam o comércio de produtos orientais, já que não havia sido descoberta ainda a rota marítima para o Oriente, por meio dos oceanos Atlântico e Índico. Por essa razão, há quem diga que os comerciantes italianos faziam um verdadeiro “negócio da China” com a seda vinda daquele país e revendida na Europa.
Outra explicação atribui a um episódio negro da história da Inglaterra a justificativa para a expressão. Na década de 1830, os chineses consumiam cada vez mais o ópio, um entorpecente extraído da papoula, que causa dependência química em seus usuários. Comerciantes ingleses faziam o tráfico ilegalmente para a China, por meio do porto de Cantão, e alcançavam grandes lucros. O imperador chinês decretou, então, uma política de confisco sistemático do entorpecente. Foi o pretexto para que a Inglaterra declarasse guerra contra a China. Dois conflitos aconteceram entre 1839 e 1860. Ao fim deles, a China, derrotada duas vezes, foi obrigada a abrir seus portos para estrangeiros. O resultado foi a exploração indiscriminada das matérias-primas e do mercado consumidor chinês pelas grandes potências da época, principalmente a Inglaterra, o que rendeu grandes divisas a esses países.
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