Com apenas 6 anos, Ana Beatriz Cardoso enfrenta o segundo tratamento de quimioterapia no Hospital do Câncer de Franca. Em 2004, ao passar por uma consulta de rotina, a pediatra percebeu que a menina estava com o abdômen maior que o normal e, após um ultra-som de urgência, descobriu um tumor no rim direito. Bia precisou fazer uma cirurgia para retirar o órgão todo quando estava com apenas 4 anos. Depois de sete meses de forte medicação, passou para a fase de manutenção do tratamento, mas, em maio deste ano, outro tumor foi diagnosticado no ombro esquerdo.
Os familiares perceberam o caroço no braço da criança e a levaram ao médico. Foi feita uma cirurgia para coletar parte do tumor e fazer biópsia. “O restante (do tumor) está sendo eliminado com o tratamento de quimioterapia a cada 21 dias”, disse a professora Marilena Cardoso, 41, tia da menina. Ela ajuda a mãe da criança a levá-la ao hospital todas as segundas-feiras para exames de sangue ou sessões de medicação. Por ter oportunidade de vivenciar a realidade no HC, é uma das defensoras da separação do atendimento de adultos e crianças. “Com câncer, elas ficam com a resistência muito baixa e precisam evitar o contato com adultos doentes. Na minha opinião, se o povo tem de ajudar algo, que seja esse hospital.
Por incrível que pareça, é aqui onde encontramos conforto e amenizamos o sofrimento com a doença”, disse Marilena.
Bia, uma criança bonita, alegre e muito ativa, quer vencer o câncer e, com a família ao seu lado, está na torcida para a construção da ala infantil de oncologia da instituição.
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