Desesperada pela morte violenta do filho e revoltada pela lentidão da polícia em apurar a autoria do crime, a dona de casa Maria José Alves da Silva fez um apelo dramático, ontem, na rádio Difusora AM (1030 kHz) e, entre lágrimas, clamou por justiça. Há uma semana, o seu filho, o lavrador Clodoaldo Alves da Silva, 32, morreu após ser espancado em Itirapuã. O principal suspeito do assassinato continua em liberdade.
Clodoaldo morreu na manhã de quinta-feira, 15, na Santa Casa de Franca, vítima de traumatismo craniano. Na noite anterior, envolveu-se em uma briga com o tio de sua mulher. Segundo a versão apurada pela polícia, após discussão e troca de agressões, ele teria batido com a cabeça em uma pia. Socorrido para Franca, não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Uma desavença familiar seria a causa da confusão. O delegado de Itirapuã, Manir Marthos Salomão, abriu inquérito para investigar o caso, mas o suspeito ainda está foragido. Indignada, a mãe da vítima decidiu procurar o radialista Marcelo Valim para pedir ajuda. “Em Itirapuã não tem polícia. Por isso é que eu vim para Franca. Valim, me ajude, pelo amor de Deus. É muito sofrimento, meu coração está doendo”, disse, aos prantos.
Emocionada, ela disse que a prisão do responsável pela morte do filho aliviará sua dor. “Não precisa ninguém matar ele. Só o fato de pegar cadeia para mim já é uma bênção de Deus.”
O delegado disse que foi procurado pelo advogado do suspeito e que o mesmo ficou de se apresentar à delegacia ainda nesta semana para prestar depoimento. Ele deverá ser indiciado por homicídio, mas responderá em liberdade.
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