Crianças são detidas com brinquedos mortais


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As brincadeiras de crianças não são mais as mesmas de tempos atrás. A cada dia a polícia se surpreende com os brinquedos violentos da criançada. A criatividade bem que poderia ser usada para outros fins, mas os meninos não vêem o perigo que ronda suas brincadeiras. Bombinhas de festas juninas em tijolos, que, quando explodem, espalham estilhaços; zarabatanas que atiram fragmentos diversos e às vezes provocam ferimentos nas pessoas atingidas; linhas de pipas com cerol, que já causaram mortes e ferimentos graves em motociclistas e, agora, duas novas modalidades de brincadeiras consideradas violentas. Emendando latas de óleo vazias, os garotos fazem uma espécie de bazuca (arma de uso do Exército), e com álcool e fogo causam uma explosão. Este tipo de brincadeira pode provocar queimaduras. Na Vila São Sebastião, três menores foram flagrados pela polícia com uma arma artesanal que pode até matar. Sem noção do perigo que correm, eles colocam uma bombinha e uma esfera de rolamento dentro de um cano de ferro. Com a explosão da pólvora, a esfera é arremessada e adquire o potencial letal de um projétil de revólver. As crianças abordadas pelos policiais, quando testavam o artefato em um campinho, acertaram uma árvore. O buraco atingiu 3 centímetros de profundidade. “São brincadeiras mortais. É muito importante que os pais orientem os filhos, pois este tipo de coisa pode machucar a eles e a terceiros e os responsáveis podem ser penalizados”, disse a escrivã Eudésia Carrijo, do 2º Distrito Policial.

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