A última vez que Bussunda atuou como humorista foi nos bastidores. No jogo entre o Brasil e a Croácia, em Berlim, Bussunda foi provocado pelos torcedores croatas e, em resposta, começou a gritar pela Sérvia, país que há 15 anos entrou em guerra com a Croácia.
Seu último encontro com o personagem que imitava, Ronaldo, ocorreu há uma semana, ainda em Königstein, na concentração do Brasil.
Bussunda estava fantasiado de Ronaldo Fofômeno e foi encontrar o craque para pedir uma procuração para que, enquanto os jogadores estivessem treinando, ele pudesse sair com a namorada do craque.
Segundo Manuel, Bussunda estava tomando consciência de que precisava se cuidar. Ele era comilão mesmo. Mas de dois anos para cá, perdeu 30 quilos e estava se cuidando.
Chegou a contratar um personal trainer. E ficávamos todos brincando com ele que teria virado um mauricinho de academia”, disse.
Na sexta-feira, o cardiologista Flávio Cure Palheiro, médico de Bussunda havia oito anos, disse que o humorista não tinha problemas cardíacos.
Bussunda fazia check-ups freqüentes e no último deles, em janeiro, não mostrou evidência de nenhuma doença.
“Ele vinha emagrecendo com nutricionista, fazia exercícios regularmente.
“O único fator de risco para a doença coronariana é a história genética e o colesterol alto”, afirmou o médico. A mãe do humorista, Helena Besserman Vianna, morreu de enfarte há quatro anos.
Palheiro contou que Bussunda o procurou justamente para a prevenção de possível doença coronariana. O humorista tinha pressão alta, que foi controlada. “O que se tem de objetivo até agora é que ele teve morte súbita”, disse Palheiro, que soube por telefone da morte de Bussunda e deu a notícia à família.
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