Felipão: pronto até para a Argentina


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Depois de 40 anos, Portugal está novamente em uma segunda fase da Copa do Mundo. A vitória contra o Irã garantiu o time do técnico Luiz Felipe Scolari nas oitavas-de-final da competição da Alemanha, contra Argentina e Holanda, os classificados do grupo C. A goleada contra a Sérvia e Montenegro credenciou os argentinos como uma das grandes forças da Copa. Mesmo assim, Felipão deixa claro que não pretende fugir de um confronto com o time sul-americano. “Nesta competição, ninguém quer evitar ninguém. Não adianta imaginar se A ou B é inferior”, destacou o treinador brasileiro, que quer buscar o primeiro lugar do grupo D no próximo compromisso. “O jogo contra o México é muito importante”, completou. Embora satisfeito com a produtividade portuguesa, Felipão ainda se preocupa com as limitações de Portugal. “No sentido de grupo, outras seleções têm mais possibilidades que a nossa. Ainda somos obrigados a improvisar uma vez ou outra. Temos dificuldades. Mesmo com isso, está excelente, maravilhoso”, ressaltou. Campeão do mundo pelo Brasil em 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari assumiu a seleção portuguesa no começo do ano seguinte cercado de desconfiança por ser estrangeiro. Suas decisões polêmicas, como barrar ídolos da torcida como o goleiro Vitor Baía e o meia Rui Costa da seleção, pareciam decretar o fracasso de Felipão no exterior. Três anos depois, 29 vitórias (recorde na história do time português) e um vice-campeonato europeu, a opinião dos torcedores mudou completamente. A cada vez que a imagem do ex-treinador do Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e seleção brasileira surgia aplausos eram ouvidos na “Casa de Portugal”, onde a comunidade portuguesa de São Paulo se reuniu neste para assistir o duelo contra o Irã. Em outras oportunidades, a torcida gritava seu nome. “Independente do resultado da Copa, eu quero que ele fique. Ele é um técnico vencedor, que conseguiu acabar com a confiança que tinha com os técnicos estrangeiros em Portugal. É o melhor técnico que nos já tivemos”, resume Aquiles Martins, português de 47 anos, 34 no Brasil. Para o administrador brasileiro Eduardo Cubo, filho de portugueses, Felipão mostrou um espírito português. “O jeito de ele comandar é a cara do povo de Portugal. Além disso, ele conseguiu transformar um time fraco em uma equipe forte”, acredita.

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