O nome da Copa de 2002 continua sendo a esperança de muitos brasileiros na luta pelo hexa. Ronaldo não precisa exatamente arrebentar hoje, às 13 horas (de Brasília), contra a Austrália, em Munique. Porém, ele ao menos terá de se movimentar e mostrar à torcida e à comissão técnica que está crescendo fisicamente e que vai conseguir entrar em forma até as oitavas-de-final.
Muitos foram os recados de Parreira ao camisa 9 durante o período de preparação. Nas entrevistas, deixou claro que Robinho pode virar titular a qualquer momento. Resignado, o Fenômeno garantiu que aceitará ficar na reserva, caso não agrade na segunda rodada da Copa.
Mais uma vez, todas as atenções estarão voltadas para ele. A pressão é grande e, depois de estrear mal, o Fenômeno foi até uma clínica em Frankfurt para realizar exames. Nenhum problema foi constatado, levantando assim mais uma vez a hipótese de oscilações emocionais do craque nos momentos decisivos, exatamente como aconteceu em 98. “Eu já tenho a pressão natural de disputar uma Copa do Mundo. Se todos os probleminhas que acontecerem tiverem esta repercussão, as coisas ficarão complicadas”, reclamou Ronaldo.
Jogadores e membros da comissão técnica passaram a semana conversando com o camisa 9 e procuraram dar confiança ao atleta. “Quem pede a saída do Ronaldo da seleção brasileira só pode estar louco, pois ele é um atleta que desequilibra e tem suma importância para o Brasil. Contra a Austrália não tenho a menor dúvida de que ele vai ser o Fenômeno que todos conhecem”, disse Zagallo, coordenador técnico. O time brasileiro será o mesmo que sofreu para vencer a Croácia por 1 a 0. Emerson é o único jogador da seleção que está pendurado com um cartão amarelo. As possíveis suspensões na terceira rodada, aliás, são a maior preocupação da Austrália.
Depois de vencerem o Japão, os australianos temem novos cartões amarelos que desfalcariam o time no jogo contra a Croácia, que pode definir sua inédita classificação para as oitavas-de-final. Entretanto, Guus Hiddink descartou a idéia que acalentou durante toda a semana de poupar os quatro atletas ‘amarelados’. Desta forma, os defensores Craig Moore e Vince Grella, o meio-campista Tim Cahill e o atacante Aloisi foram confirmados pelo treinador para o confronto de domingo. “Entraremos em campo como franco-atiradores”, analisou o treinador, que viu Viduka dizer que achou o Brasil “vulnerável”.
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