“Se o Brasil chegar à final da Copa contra a Argentina, minha torcida será pela Argentina”. A afirmação é de ninguém menos que um francano. Flagrado pela reportagem do Comércio ontem, Douglas Dourado, 20, desfilava tranqüilamente pelo calçadão com a camisa oficial da seleção arqui-rival do Brasil. Ele disse que desde criança sente paixão pelo país vizinho, apesar de ainda não conhecê-lo. “Ainda vou visitar a Argentina, é meu sonho”.
A escolha aconteceu porque ele disse acreditar que os jogadores argentinos demonstram muito mais paixão pela camisa que os brasileiros. O craque ídolo dele é Riquelme, que joga no Vila Real, da Espanha. No Brasil, Douglas torce pelo Corínthians, mas garante que não é pelo fato de ter “hermanos” em atuação, como Mascherano e Tevez.
No jogo em que a Argentina goleou a Sérvia por 6 a 0, Douglas vibrou. Essa mesma alegria, porém, não acontece durante os jogos da seleção brasileira. “Só vou assistir ao jogo da seleção se não tiver outra coisa para fazer. Mesmo assim devo torcer contra”, disse o rapaz, sem medo de desagradar a muitos que estão já na torcida pelo Brasil.
A família não implica, mas também não concorda. “Ele deveria, pelo menos quando a gente joga, torcer pelo nosso País”, disse a irmã Larissa Dourado, 23.
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