O coração da enfermeira Rebecca James Saad, 30, que está em Franca, baterá mais forte hoje durante o jogo Brasil e Austrália. Não, ela não torcerá pela seleção canarinho, mas sim para o time de seu País de origem, a Austrália. Natural de Sydney, ela passa uma temporada com o marido, o brasileiro Michel Saad, e os filhos na casa dos sogros na Vila Aparecida, em Franca, e mesmo em campo adversário promete fazer a maior festa caso a seleção australiana faça um gol em cima do Brasil. “Vou gritar e correr pela casa. Vibrar muito”, disse em inglês. Se a situação for contrária, Rebecca diz que manterá a educação e aplaudirá.
Mesmo sem entender muito de futebol, ela arrisca o placar de 2 a 1 para a Austrália e confessa que até torceu para o Brasil na partida de terça-feira, mas “eles apresentaram um jogo fraco, sem emoção, ao contrário da Austrália, que fez três gols em sete minutos em cima de seu adversário”, disse ela, que, entre os jogadores brasileiros, prefere Kaká, Cafu e Ronaldinho Gaúcho.
Sem companheiros para dividir a torcida, ela tentou convencer uma cunhada a torcer com ela e comprar uma bandeira australiana. Sem sucesso. Rebecca terá que se contentar somente com sua camiseta, pois o marido e os filhos, Maya, 3 anos, e Zach, de apenas 1, ambos com dupla cidadania, torcerão pelo Brasil. “O certo é que, independente do placar, haverá festa em casa após o jogo”, brincou Saad, que trabalha como gerente de um restaurante. “Ela ficará sozinha em meio à torcida brasileira, mas mesmo assim torcerá para a Austrália”, disse. Para a australiana, sua seleção não chegará a final da Copa, mas conseguirá a classificação para a próxima fase.
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