Adriana começa a prestar contas à Justiça


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Esta semana poderá ser decisiva para o futuro da “advogada do crime”. Um ano após ser flagrada por escutas telefônicas combinando assaltos com bandidos, Adriana Telini Pedro, 35, enfim, começará a prestar contas com a Justiça. Além de ter o pedido de prisão preventiva analisado pelo Judiciário, ela correrá o risco de ser suspensa preventivamente pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Gravações telefônicas feitas pela Polícia Civil com autorização judicial, em junho de 2005, surpreenderam a advogada em conversas com assaltantes. Ela passava dicas para o roubo de um casal de clientes dela que estava com R$ 50 mil. O caso era acompanhado com discrição pela polícia e OAB. O Comércio da Franca teve acesso às gravações e divulgou, dia 21 de maio, trechos das conversas. A repercussão foi imediata. Nomes de peso do mundo jurídico condenaram as atitudes de Adriana Telini. O presidente do Conselho Federal da OAB, Roberto Busato, comparou o comportamento da advogada ao de um marginal. O promotor de Justiça Fernando Capez foi além. “Não se trata de uma advogada, mas de um bandido com a carteira da OAB”, disse em entrevista ao Comércio. Diante do clamor público, a Polícia Civil agilizou as investigações e finalizou esta semana o inquérito que apurava o envolvimento de Adriana Telini com o crime organizado. Na quarta-feira, 14, o delegado Wanir José da Silveira Júnior indiciou formalmente a advogada por formação de quadrilha e pediu sua prisão preventiva à Justiça. Em razão do feriado de Corpus Christi, a solicitação será analisada a partir desta segunda-feira pela 3ª Vara Criminal do Fórum “Alberto de Azevedo”. Ainda pesa contra ela uma acusação de envolvimento com o tráfico de drogas, mas este inquérito ainda não foi enviado à Justiça. Além do pedido de prisão, Adriana Telini também terá problemas no julgamento marcado para a próxima sexta-feira, em Ribeirão Preto, no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. O presidente do Tribunal, Luiz Gastão de Oliveira Rocha, analisará o pedido de suspensão preventiva feito pela OAB de Franca.

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